A companhia aérea Aeroméxico anunciou, nesta segunda-feira (27), que suspenderá os voos para Quito por seis meses, devido à queda do número de passageiros, em meio à crise diplomática entre o México e Equador.

As operações que ligam a capital equatoriana à Cidade do México serão suspensas de 1º de julho a 18 de dezembro “devido à redução da oferta na rota”, detalhou a empresa aos clientes.

Ambos os países romperam relações depois que, na noite de 5 de abril, um comando de elite da polícia equatoriana invadiu a embaixada mexicana em Quito para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, acusado de corrupção, mas que solicitou asilo alegando perseguição política e que estava refugiado no local.

O México, o primeiro a anunciar o rompimento, mantém sua embaixada fechada, fazendo com que os equatorianos tenham que viajar para Peru ou Colômbia para processar o visto nos escritórios consulares mexicanos.

A embaixada do Equador na capital mexicana também está inativa e qualquer documentação deve ser preenchida na Guatemala ou nos Estados Unidos.

Os dois governos travam uma batalha na Corte Internacional de Justiça (CIJ), perante a qual o México acusou o Equador de violar a Convenção de Viena de 1961, que garante a inviolabilidade das sedes diplomáticas.

O governo mexicano exige que o Equador arque com os danos causados pelo ataque sem precedentes e que o país sul-americano seja suspenso como membro das Nações Unidas.

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