Advogado de Adélio fala em motivação ‘religiosa e política’

SÃO PAULO, 06 SET (ANSA) – A Polícia Militar de Minas Gerais identificou o autor do ataque contra Jair Bolsonaro como Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, natural da cidade mineira de Montes Claros. Em seu perfil no Facebook, o agressor postou diversas mensagens críticas ao candidato do PSL e denunciando conspirações da “maçonaria”. Ex-filiado do Psol, ele participou de atos contra o presidente Michel Temer e em defesa de Luiz Inácio Lula da Silva.   

Segundo a revista “piauí”, que cita Luis Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), o agressor falou a agentes que estava cumprindo uma “ordem de Deus”.   

“Os colegas disseram que ele imediatamente começou a dizer que estava em missão divina, o que levou o pessoal a temer pela integridade psicológica dele”, afirmou Boudens.   

Em um vídeo filmado na delegacia, o autor do ataque aparece confirmando o relato da “piauí”: “Quem mandou foi Deus aqui em cima”, declarou. Já seu advogado garantiu que a intenção era apenas “lesionar” o candidato e que ele agiu por motivos “religiosos e políticos”.   

Por sua vez, uma sobrinha de Oliveira, Jussara Ramos, contou ao site “Buzzfeed” que ele era “missionário de igreja evangélica, mas nos últimos tempos ficava falando sozinho e estava com ideias muito conturbadas”.   

Ramos acrescentou que a família não tinha contato com o agressor havia “três ou quatro anos”. Em sua última passagem pela casa da mãe, de acordo com o “Buzzfeed”, “conversava consigo mesmo, cochichava sobre política, retrucava reportagens que apareciam na TV e se irritava quando era questionado”.   

“Ele não aceitava a opinião de ninguém, não aceitava quando falávamos nada contra ele”, relatou a sobrinha. Oliveira também já tinha passagem pela polícia por lesão corporal em 2013.   

(ANSA)