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Adolescente de 14 anos afirma que matou fotógrafo após ser assediado sexualmente

Crédito:  Reprodução/Facebook

Anderson Almeida Delfino trabalhava em São Carlos como fotógrafo (Crédito: Reprodução/Facebook)

O adolescente de 14 anos que confessou ter matado o fotógrafo e professor de dança Anderson Almeida Delfino, o Mayckon Booker, na noite de domingo 4, em São Carlos (SP), disse que cometeu o crime após ser assediado sexualmente pela vítima. As informações são do G1.

Delfino era amigo da família do jovem e já tinha ajudado o garoto, que é usuário de drogas e tinha passagem pela polícia por tráfico. Ele foi apreendido nesta quinta-feira (8) e prestou depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O garoto vai responder por latrocínio, que é o roubo seguido de morte, já que roubou um celular e uma máquina fotográfica. Ele será levado para o Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) e vai passar por audiência de custódia, que ainda não tem data marcada.

O jovem disse em depoimento que conheceu Delfino na escola onde estudava há 3 anos. A vítima era voluntária e dava aulas de dança no local. Os dois ficaram amigos e o fotográfo ensinava edição de fotos a ele. Delfino chegou a ajudar a família com dinheiro.

Na noite do crime, ele disse que andava com uma faca, pois estava sendo ameaçado por ter dívidas de drogas. Ele afirmou que foi convidado para ir à casa de Delfino assistir a um filme. O menor disse que escondeu a máquina em um matagal e em um determinado local jogou a faca e jogou fora a roupa que usava. No dia seguinte ele vendeu os equipamentos.

A Polícia Civil ainda investiga o caso e apreendeu um computador da vítima. Segundo o delegado, nas imagens das câmeras de segurança é possível ver o jovem chegando aflito ao local.

O homem que comprou a máquina vai ser indiciado por receptação. A polícia ainda vai tentar localizar a faca e a roupa usada no dia do crime.

Crime em apartamento
Segundo informações a DIG, o corpo de Delfino foi encontrado na manhã de segunda-feira (5), na sala do apartamento onde também funcionava seu estúdio, na Vila Prado. Ele tinha marcas de facas no peito e nas costas e há indícios de briga. Sangue foi encontrado na sala, no banheiro e no estúdio. A casa estava toda bagunçada, mas não havia sinais de arrombamento.