Uma menina de 13 anos registrou explosões pelas ruas de Beirute, no Líbano, quando retornava do treino de basquete na companhia de seu pai. Imediatamente, os dois correram para tentar se proteger em um prédio.
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A adolescente registrava um vídeo descontraído com filtros para as redes sociais. De repente, é possível ver o exato momento em que mísseis atingem a região.
Por meio de uma publicação nas redes sociais, a mãe da menina disse que recebeu uma ligação dela chorando e tentando explicar o que havia acontecido, mas a chamada caiu. Depois de alguns instantes, ela conseguiu falar com o marido, que explicou que os dois estavam juntos e seguros.
Em seguida, ela também conseguiu falar com seu outro filho, de 11 anos, que estava em casa com a babá. Segundo ela, o menino dizia que a residência da família estava tremendo devido aos estrondos das explosões.
Na quarta-feira, 8, o Líbano enfrentou os piores bombardeios de Israel desde o início do conflito no Oriente Médio, matando mais de 200 pessoas, segundo autoridades do país.
Reações internacionais
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que “as ações israelenses estão colocando o cessar-fogo entre EUA e Irã sob forte pressão. A trégua com o Irã deve se estender ao Líbano”.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou os ataques como “inaceitáveis”, enquanto sua homóloga britânica, Yvette Cooper, pediu que o cessar-fogo inclua o Líbano.
O gabinete do primeiro-ministro libanês disse que esta quinta-feira, 9, seria “um dia nacional de luto pelos mártires e feridos dos ataques israelenses que alvejaram centenas de civis inocentes e indefesos”.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, também pediu que o Líbano seja incluído no cessar-fogo pactuado entre Estados Unidos e Irã, sob o risco de desestabilização de toda a região do Oriente Médio.
“A escalada que vimos ontem por parte de Israel foi, na minha opinião, profundamente prejudicial, e queremos que as hostilidades no Líbano cessem”, acrescentou Cooper em declarações à emissora Radio Times, depois que EUA e Irã alcançaram uma trégua de duas semanas para frear a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz.
A titular da diplomacia britânica ressaltou, além disso, a ameaça representada pelo Hezbollah, aliado do Irã, afirmando que “é fundamental que os governos israelense e libanês colaborem para enfrentar esta ameaça”.
“Mas não queremos uma escalada. Queremos que o cessar-fogo e o fim das hostilidades também incluam o Líbano”, insistiu.
Após o acordo de cessar-fogo alcançado por Irã e EUA, ambos os países esperam retomar as negociações no Paquistão para trabalhar sobre um plano de dez pontos apresentado por Teerã que inclui, entre outros itens, o controle iraniano de Ormuz.
*Com informações da DW