Um estudante de 15 anos tirou a própria vida nesta segunda-feira (30), depois de atirar contra uma professora e feri-la em uma escola no Texas, no sul dos Estados Unidos, informaram as autoridades.
Os ataques a tiros em escolas são frequentes nos Estados Unidos, onde o número de armas de fogo supera o de pessoas e as regulamentações, inclusive para a compra de fuzis de estilo militar, são brandas.
Nesta segunda-feira, “uma professora foi baleada por um estudante e levada a um hospital em San Antonio. No momento, não temos informações atualizadas sobre o estado de saúde dela. O estudante envolvido, um jovem de 15 anos, morreu no local”, informou o gabinete do xerife do condado de Comal, Texas, onde ocorreu o episódio, em seu perfil no Facebook.
“O estudante atirou na professora e depois acreditamos que ele apontou a arma para si mesmo e disparou”, detalhou em coletiva de imprensa o xerife Mark Reynolds.
“Houve uma resposta de várias unidades. Não havia nenhuma ameaça para os alunos, o corpo docente ou o público em geral após os disparos, uma vez que o agressor cometeu suicídio”, acrescentou.
A escola preparatória Hill Country College foi fechada, e os alunos foram levados para outra escola próxima para se encontrarem com seus pais.
No Texas, o ataque armado com o maior número de vítimas em uma escola aconteceu em 24 de maio de 2022, na escola primária Robb, em Uvalde, onde um atirador matou 19 crianças e duas professoras. As forças de segurança posteriormente mataram o atirador, um jovem de 18 anos.
Nos últimos anos, a responsabilidade dos pais de menores de idade em tiroteios em massa tem recebido atenção crescente nos Estados Unidos.
Pesquisas mostram que a maioria dos eleitores americanos é favorável a controles mais rigorosos para a compra de armas de fogo. Porém, o poderoso lobby armamentista da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) se opõe a restrições adicionais, e os legisladores fracassaram várias vezes em adotar medidas nesse sentido.
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