O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, um dos mais procurados do Rio de Janeiro e patrono do Acadêmicos do Salgueiro, foi preso nesta quinta-feira, 26, em Cabo Frio (RJ), durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RJ) — composta por agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do RJ, com apoio do Ministério Público Federal (MPF).
Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. De acordo com o G1, o PM Diego Darribada Rebello de Lima, que fazia a segurança de Adilsinho, também foi preso.
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Para o secretário de estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, a prisão demonstra a força do trabalho integrado e da inteligência policial.
“Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil, dentro da FICCO, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado.”
O preso foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para os procedimentos legais e, posteriormente, será transferido ao sistema prisional do estado.
Quem é Adilsinho
Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é considerado o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, atividade criminosa ligada a organizações armadas e com atuação transnacional, marcada pela imposição de violência e domínio territorial.
Em dezembro de 2025, a DHC (Delegacia de Homicídios da Capital) indiciou Adilson sob suspeita de ser um dos mandantes dos homicídios de Marco Antônio Figueiredo Martins, o “Marquinho Catiri”, e de Alexsandro José da Silva, o “Sandrinho”, por disputa na exploração de jogos de azar. Na época, o setor de inteligência da polícia apontou que Adilsinho estaria fora do País.
Os crimes aconteceram em novembro de 2022, na comunidade do Guarda, em Del Castilho, Zona Norte do Rio. As vítimas estavam associadas ao contraventor Bernardo Bello, acusado de comandar um esquema de exploração de jogo do bicho e caça-níqueis no Centro da cidade e em bairros das zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro. Com os assassinatos, o grupo de Bello teria perdido os pontos para Adilsinho, que teria assumido a exploração dos jogos nas regiões citadas.
“As informações obtidas ao longo da investigação permitiram identificar uma sequência de homicídios praticados pela organização criminosa comandada por Adilsinho, sendo todos eles motivados por questões relacionadas à disputa pela exploração ilegal de cigarros ou de jogos de azar, em especial caça-níqueis e jogo do bicho”, informou a polícia.