Edição nº2585 11/07 Ver edições anteriores

Adeus Lula

Crédito: Divulgação

ESQUELETO As obras superfaturadas do futuro Museu do Lula, em São Bernardo do Campo, foram paralisadas em 2016 pelo então prefeito Luiz Marinho (PT) (Crédito: Divulgação)

Acabou o sonho do PT de se erguer em São Bernardo do Campo o Museu do Trabalhador, o chamado Museu do Lula, onde seria guardada toda “tralha” que o ex-presidente acumulou em oito anos de governo. Acontece que durante a gestão de Luiz Marinho (PT) como prefeito de São Bernardo, o partido decidiu construir o museu em homenagem a Lula no centro da cidade, gastando R$ 21 milhões na obra, com recursos do Ministério da Cultura, da gestão de Dilma. A construção começou em 2012, mas a Justiça a suspendeu depois de detectar um superfaturamento de R$ 7,9 milhões. Agora, o atual prefeito Orlando Morando (PSDB) resolveu terminar a obra, mas ao invés de homenagear o líder petista, vai construir no local uma fábrica de cultura.

Ilegal

As obras do museu foram totalmente irregulares. Em 2013, o Ministério Público constatou que a empreiteira Construções e Incorporações CEI teve a licitação dirigida e que um de seus sócios era um eletricista desempregado. Em 2016, dois secretários de Luiz Marinho foram presos como suspeitos no desvio dos R$ 7,9 milhões.

Cultura

O prédio inacabado está abandonado há três anos e virou símbolo da corrupção na terra de Lula. Está servindo de abrigo para mosquitos aedes aegypti. Agora, o atual prefeito obteve recursos do governo de São Paulo e vai terminar a construção até o final do ano, quando os jovens da cidade passarão a contar com o novo centro cultural.

Crime hediondo

Waldemir Barreto

Começou a tramitar na Câmara, projeto de lei de autoria do senador Roberto Rocha (PSB-MA) para tipificar como crime hediondo o desvio de recursos destinados a programas de transferência de renda, a ações de saúde ou à merenda escolar. Caso o projeto seja aprovado, quem for condenado por desvios de recursos da merenda escolar, por exemplo, pode pegar até 14 anos de prisão.

Rápidas

* O governo de São Paulo quer ampliar os negócios de empresas paulistas com as chinesas. O governador João Doria vai inaugurar, no próximo dia 9 de agosto, um grande escritório comercial em Xangai. A China é o maior parceiro comercial do Brasil.

* O PSL pretende contratar uma empresa de compliance para auditar as contas do partido. A ideia é evitar problemas como os que têm enrolado o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, acusado de comandar um esquema de candidaturas laranjas.

* O senador Álvaro Dias protocolou requerimento, com base na lei de acesso à informação, para que a Petrobras explique suas planilhas de preços dos combustíveis. Outros países da Opep praticam preços inferiores aos brasileiros.

* A Câmara informa que em dois meses já gastou R$ 1,44 bilhão com parlamentares e o funcionamento da casa. Os recursos são referentes à 23% do orçamento, estimado em R$ 6 bilhões para 2019.

Retrato falado

“Agora, eles (PT) agüentem. Estou fazendo política” (Crédito:Ana Paula Paiva)

Ciro Gomes, candidato a presidente da República no ano passado, ficou furioso com Lula e dirigentes do PT, a quem acusou de isolá-lo na disputa, enfraquecendo suas chances. Petistas lhe disseram na época que só “estavam fazendo política”. Procurado para compor uma frente de esquerdas contra Bolsonaro, Ciro deu o troco. Disse que a cúpula do PT apodreceu e que jamais se associará ao partido. Para ele, o PT é uma “quadrilha” e que agora é a vez dele fazer política.

A UDN quer voltar

Ao protocolar na Justiça um pedido de refundação da União Democrática Nacional (UDN), o advogado Marco Vicenzo incentivou um pequeno movimento de migração de deputados do PSL insatisfeitos com a direção do partido. Calcula-se que pelo menos 20 deputados federais do PSL pretendem migrar para a nova UDN, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) libere a recriação da sigla, que se apregoa como de direita. A UDN foi extinta pelo Ato Institucional 2, de 27 de outubro de 1965. Até 1964, com o golpe militar, era a segunda maior bancada na Câmara, mas com a ditadura seus integrantes aderiram à Arena, partido que sustentou os militares no poder.

A “banda de música”

Em 20 anos, destacou-se pela oposição a Getúlio Vargas. Disputou três eleições presidenciais, com o Brigadeiro Eduardo Gomes e Juarez Távora, mas perdeu todas. A UDN, no entanto, possuía grandes oradores na Câmara, como Carlos Lacerda, chamados de integrantes da “banda de música”.

Nova safra

Sob a batuta do governador João Doria, o PSDB vai renovar toda a direção em maio. Para a presidência do diretório estadual, ele trabalha pela eleição de Marco Vinholi, seu secretário de Desenvolvimento Regional. E Vinholi já faz planos. Quer construir um partido “diferente”, com posicionamento “mais de centro, defendendo uma economia liberal”

Governo do Estado de São Paulo

Mudanças maiores

O projeto inclui também a mudança do presidente nacional. O grupo de Doria quer a eleição do ex-ministro Bruno Araújo para o lugar do ex-governador Geraldo Alckmin. O novo PSDB pretende realizar uma pesquisa para saber o que o filiado deseja. O plano é mudar até de nome, pois a maioria não quer mais a defesa da social democracia.

A base inexistente

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo, está preocupado com a falta de coesão dos aliados, manifestada durante as discussões sobre a reforma da Previdência. “A base do governo simplesmente não existe”, diz o deputado. Segundo ele, enquanto a base não se agrupar, o governo continuará exposto a contratempos.

Toma lá dá cá

Deputado Coronel Tadeu (PSL-SP)

O governo tem enfrentado dificuldades para aprovar a reforma da Previdência. O senhor acha que está faltando articulação do governo na Câmara para fazê-la andar mais rápido?

Articulação? Nunca vi, acho que nunca teve.

O senhor acha que o governo vai conseguir aprovar a reforma conforme o projeto original do ministro Paulo Guedes ou ele vai ser mudado?

Será mudado, tenho certeza absoluta disso.

O que o senhor acha que precisa mudar?

O projeto tecnicamente é bom, mas politicamente merece ajustes. Por exemplo, devemos deixar como está o BPC e as aposentadorias de trabalhadores rurais, dos professores e dos policiais militares.

 


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