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Adeus a Ali será sexta-feira em Louisville, sua cidade natal


Com um funeral aberto ao público na próxima sexta-feira em sua cidade natal de Louisville, no Kentucky, a lenda do boxe Muhammad Ali terá sua despedida após perder a luta pela vida na última sexta aos 74 anos em Scottsdale – vizinha a Phoenix -, anunciou neste sábado o porta-voz do ‘Rei dos pesos pesados’.

“Um grande cortejo fúnebre levará Muhammad Ali pelas ruas de Louisville e permitirá a qualquer pessoa que estiver ali para lhe dar adeus”, disse Bob Gunnell em coletiva de imprensa em um hotel de Scottsdale.

O ex-presidente americano Bill Clinton, o ator Billy Crystal e o jornalista esportivo Bryant Gumbel darão o discurso fúnebre por Ali, que faleceu depois de uma longa luta contra o mal de Parkinson.

Gunnel explicou que nas próximas 24 ou 48 horas, o corpo de Ali voltará a Louisville para a despedida da família, em uma cerimônia privada na quinta-feira.

O tricampeão mundial dos pesados morreu, segundo Gunnell, devido a um choque séptico provocado por causas naturais não especificadas.

Ali sofreu por mais de trinta anos com o mal de Parkinson e tinha sido hospitalizado duas vezes no final de 2014 e começo de 2015 com pneumonia e infecção urinária.

Ele deixa a viúva Lonnie, sua quarta esposa, com quem se casou em 1986, e nove filhos.

A morte de Ali entristeceu o mundo inteiro e em diferentes locais foram feitas homenagens ao maior boxeador da história.

Um monumento improvisado com lembranças de Ali foi erguido neste sábado em frente ao Scottsdale Healthcare Osborn Medical Center, onde o mítico lutador estava internado desde a quinta-feira devido a um problema respiratório.

Fãs e curiosos se aproximaram do hospital no momento de sua morte para depositar flores, acender velas e deixar pequenas lembranças que evocavam a memória do ‘killer’ (matador) dos ringues, constatou um jornalista da AFP no local.

“Você foi um orgulho para os Estados Unidos, seu legado perdurará para sempre”, dizia uma das cartas, depositada em uma montanha de pedras cilíndrica, cercada com um arame grosso.

Em outra manifestação de afeto ao mestre indiscutível dos pesos pesados, apelidado de “O Maior”, Joel Varela, um ex-boxeador amador de 49 anos, morador de Tucson (Arizona), deixou um par de luvas de boxe vermelhas e brancas.

“Descanse em paz Ali, a tua luta agora é em outro mundo”, dizia o pequeno cartaz manuscrito que ele trazia ao lado de uma miniatura da bandeira americana.

“Não só era um enorme boxeador, foi um grande homem, uma pessoa muito humanitária”, disse Valera rapidamente à AFP.

“Ele não morreu. Começa sua vida nova, seu novo combate”, repetia uma legenda escrita a mão sobre um pôster de Ali jovem e desafiador, com a pinta de ‘killer’ que intimidava seus adversários no ringue.

Toni Ingram pôs outro pôster em que se vê uma foto de Ali durante o treino para alguma de suas lendárias lutas, acompanhado de Michael Jackson ainda criança, quando fazia parte dos Jackson Five.

“Um grande homem e uma bela alma, descanse em paz”, dizia o vistoso cartaz em preto e branco, evocando, silenciosa e tristemente, a memória do rei do pop, morto em junho de 2009, em Los Angeles, aos 50 anos.

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