WASHINGTON, 9 FEV (ANSA) – No primeiro dia do julgamento do impeachment do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump no Senado, a acusação recorreu a imagens da invasão do Congresso americano em 6 de janeiro para reviver os momentos de terror.
Em seus argumentos iniciais, os promotores ressaltaram que o processo contra o republicano, que é acusado de “instigação à insurreição”, é baseado em “fatos concretos e sólidos”.
O deputado democrata Jamie Raskin, o principal dos oito promotores do impeachment, apresentou um vídeo de cerca de 10 minutos com trechos do discurso do republicano e com momentos da invasão ao Capitólio por grupos de extrema direita.
“Se isso não é um crime e um delito digno de impeachment sob nossa Constituição, não vejo o que poderia ser”, disse Raskin.
Para o democrata, “Donald Trump violou claramente seu juramento como presidente”.
Já o congressista Joe Neguse argumentou que o julgamento do magnata é constitucional e ressaltou que não está escrito na Constituição do país que ex-presidente não poderiam ser alvos de processos.
Logo depois, o advogado de Trump, Bruce Castor, alegou ilegalidade no processo e afirmou que seu cliente também condena a violência do dia 6 de janeiro. (ANSA)