Agronegócio

Abiove diz apoiar aprovação da ANP sobre especificação do diesel verde


São Paulo, 17 – A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aprovou a decisão da Agência Nacional de Petróleo (ANP) de estabelecer a especificação do diesel verde e as regras de controle de qualidade do produto. O texto (da proposta de ação nº 647/2020) que foi aprovado pelos diretores da agência regulatória define as regras de qualidade do diesel verde no mercado nacional e especificações técnicas e, segundo a Abiove, destaca a impossibilidade de classificá-lo como biodiesel. “O documento é um divisor de águas para os combustíveis renováveis no Brasil, estabelecendo de forma clara e objetiva o que é o diesel verde. Uma sinalização fundamental para todos os interessados no desenvolvimento do País e na descarbonização verdadeira do planeta”, disse em nota o consultor técnico da Abiove Vicente Pimenta.

Na avaliação da entidade, a decisão segue critérios científicos e internacionais e coloca o Brasil em condições de desenvolver mais essa rota bioenergética, que “tem potencial de aumentar a parcela de renováveis na matriz de combustíveis nacional e de reduzir a intensidade de carbono do diesel comercial em complemento ao B20, o qual se prevê adoção gradual até 2028”.

Ainda conforme a Abiove, a resolução da ANP valoriza os biocombustíveis em suas diversas rotas de produção deixando expresso que se trata de uma bioenergia derivada de matéria-prima 100% renovável (óleos e gorduras, cana de açúcar, etanol, isobutanol e biomassa de forma geral, e a partir de rotas tecnológicos como o hidrotratamento (produz o HVO), fermentação, oligomerização, Fischer-Tropsh e hidrotermólise, do qual são gerados hidrocarbonetos parafínicos como produto final.

“De acordo com o texto, o diesel verde fica definido como ‘biocombustível composto por hidrocarbonetos parafínicos destinado a veículos dotados de motores do ciclo Diesel’ e produzido a partir das seguintes rotas: hidrotratamento de óleo vegetal e animal; gás de síntese proveniente de biomassa; fermentação do caldo de cana-de-açúcar; e oligomerização de álcool elico (etanol) ou isobulico (isobutanol).”

Para a Abiove, a nova proposta está em linha com a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), “que visa o aumento do uso de fontes de energia alternativa, com vistas à segurança energética, previsibilidade para a participação competitiva dos diversos biocombustíveis no mercado nacional e diminuição das emissões dos gases geradores do efeito estufa”.

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