São Paulo, 26/9 – A próxima safra brasileira de café 2018/19, em fase de floração, deve ser maior do que a atual temporada 2017/18, que foi prejudicada pela bienalidade negativa da cultura, disse o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz. Mesmo assim, a indústria se mantém preocupada com os efeitos climáticos em regiões importantes do café no Espírito Santo e Minas Gerais.
De acordo com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de café em 2017/18 deve alcançar 44,77 milhões de sacas de 60 kg, queda de 12,8% em comparação com a safra do ano passado (51,37 milhões de sacas). A Conab ainda não tem estimativa para a safra 2018/19.
“Seguramente vai ser maior (a safra que vem 2018/19). Mas o risco climático ainda existe”, disse Nathan, durante o evento Melhores da Qualidade – Abic 2017, em São Paulo. No ano passado, a seca pegou de surpresa o mercado e derrubou a produção de arábica no Espírito Santo. “Isso não foi previsto por nenhum meteorologista e especialista. Ou seja, o risco sempre existe e estamos monitorando”, explicou.
Prêmio
A Abic divulgou nesta terça-feira, 26, as torrefadoras e marcas premiadas como as Melhoras da Qualidade 2017. O prêmio é conferido às marcas que mais se destacaram durante o ano no Programa de Qualidade do Café (PQC), nas categorias Tradicional, Superior e Gourmet.
O vencedor na categoria tradicional foi a marca Pelé Torrado e Moído Tradicional Vácuo, da JDE. Na categoria Superior, o primeiro lugar ficou com a torrefadora DPS Gonçalves, com a marca Fraterno Grão Superior. Enquanto o grupo 3Corações levou o primeiro e segundo lugares na categoria Gourmet, com as marcas 3Corações Orgânico Vácuo e Santa Clara Espresso em Grão.