Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

“Dar parabéns aos meus jogadores e dizer que fizemos de tudo para ganhar o jogo. Viramos e tivemos três chances para vencer, mas o goleiro adversário impediu nossa vitória. Nossa equipe lutou, tentou, mas é isso. Continuamos o nosso caminho.”

Foi dessa maneira, de forma serena, que o técnico Abel Ferreira analisou o empate por 2 a 2 diante do Avaí fora de casa neste domingo. Apesar de ter perdido a chance de ampliar a gordura em relação ao segundo colocado (o Corinthians tem 26 pontos, três a menos que o líder), ele preferiu tecer somente elogios aos seus comandados.

Embalado pelo bom momento, o treinador falou ainda que a grande parcela da fase atual deve ser creditada ao grupo. “Minha responsabilidade no Palmeiras é 30%. O resto é deles. Tem muito a ver no acreditar deles. O que nós controlamos, é obrigação nossa. Só peço o máximo de esforço e rendimento a eles.”

Abel colocou a boa fase do Palmeiras como mais um complicador para sua equipe em relação aos rivais. Segundo ele, os adversários têm demonstrado uma disposição acima do normal quando têm o Palmeiras pela frente.

“Os adversários contra nós dão a vida. Temos cada vez mais consciência disso. O Arthur Chaves (zagueiro do Avaí)a cada corte que dava, festejava dentro de campo. A atmosfera que encontramos nos campos que vamos é a de que querem nos vencer. Acho que merecíamos sair com os três pontos, mas nem sempre o melhor vence. Falei com meus jogadores que a maneira como os rivais se entregam contra o Palmeiras. Isso mostra muito a motivação que essa camisa dá quando nos enfrentam”, afirmou o treinador.

O espírito de luta foi outro fator destacado pelo treinador. O histórico do que foi a partida mostra que o Palmeiras jamais se entrega em campo. E isso, segundo o comandante, é identificado pelos torcedores. “Os torcedores se identificam conosco porque não desistimos nos jogos. Claro que gostaríamos de ter vencido para dedicar a vitória a eles (torcedores), mas eles sentiram que fizemos tudo para conseguir os três pontos.”