A vitória sobre o Mirassol neste sábado (17) trouxe à luz algo que já é conhecido do torcedor do Palmeiras: a capacidade de lidar com as adversidades. Mesmo sob constantes críticas pelo desempenho do time em campo, o técnico Abel Ferreira soube mexer no time e neutralizar, quando preciso, aquela que foi uma das equipes de maior destaque do futebol nacional em 2025.
Na avaliação do técnico português, por mais que o Mirassol tenha um nível técnico superior às demais equipes do interior paulista, o nível do Estadual se mantém alto. E o que faz com que o Palmeiras vença jogos como o deste sábado é justamente a entrega de seus jogadores dentro das quatro linhas.
“Não”, enfatizou Abel quando questionado se o Mirassol seria o rival mais complexo que o Palmeiras teve até o momento. “Porque todos são difíceis e mais do que nossos adversários e a capacidade que nós temos. Eu apenas peço. Quem faz acontecer são os jogadores. Nossos jogadores têm de entender que jogamos no Palmeiras. Temos de nos expor, temos de correr riscos. Temos de nos mostrar pro jogo. Em momento nenhum se esconder, independente das críticas, sejam elas de quem for. É isso que nós procuramos fazer. Fazer um jogo que, a mim enquanto treinador, dá gosto de ver e assistir”, completou.
Em seguida, fez questão de exaltar tanto os atletas, como a torcida, que esteve em peso para empurrar o time na Arena Barueri. “Agradecer aos nossos jogadores, aos nossos torcedores também. Quando jogamos juntos, somos sempre mais fortes. Vamos continuar a fazer o mesmo, mas melhor.”
“É isso que nós temos feito, independente do nosso adversário. Às vezes os adversários têm mais qualidade técnica, como é o caso do Mirassol”, exaltou Abel. “Outras equipes que não são de Série A… e nisso o Paulistão é, de longe, é o melhor campeonato do Brasil pela quantidade de equipes que tem de Série A. Nenhum campeonato tem tantas equipes na Série A como o Campeonato Paulista. Mesmo as equipes que não são de Série A começam a se preparar muito cedo. Fisicamente estão forte e super motivadas.”
“É continuar o nosso caminho. Saber que não vamos ganhar sempre, mas a atitude tem de lá estar e é isso que nós vamos fazer”, acrescentou o técnico palmeirense.
VITOR ROQUE
O camisa 9 do Palmeiras foi substituído no segundo tempo com dores no joelho. Abel não soube dizer ao certo o que aconteceu, mas reconheceu que o desgaste existe e que o tempo de preparação não foi o suficiente, tendo em vista o fim da última temporada e o começo desta.
Depois, voltou a tocar numa pauta já conhecida por aqueles que acompanham o Palmeiras: o calendário de jogos e o curto espaço para preparação adequada.
“Temos quatro dias para preparar uma pré-temporada e se posso fazer um pedido é de que pudéssemos ter mais uma substituição. Logicamente que eu ia adorar… se o Paulista, a organização puder fazer alguma coisa que possa ajudar a todos é ter mais uma substituição para fazer durante os jogos”, finalizou.
Com nove pontos e 100% de aproveitamento no Paulistão, o Palmeiras agora volta o foco para enfrentar o Novorizontino na próxima rodada. A partida acontece na terça-feira (20), no Estádio Jorge Ismael de Biasi, às 20 horas (horário de Brasília).