Abel assume ‘maior derrota do Palmeiras’ e dispara: ‘Podemos perder até de time da 5ª divisão’

A goleada sofrida pelo Palmeiras por 4 a 0 para o Novorizontino, neste domingo, marcou um dos momentos

mais delicados da passagem de Abel Ferreira pelo clube. Após a partida, o treinador não fugiu da responsabilidade e classificou o resultado como a derrota mais dura desde sua chegada ao futebol brasileiro.

“Não fomos competitivos. Quando não somos competitivos, esse tipo de resultado pode acontecer. Basta olhar como sofremos os quatro gols. Não é normal da nossa equipe”, afirmou o técnico.

Abel destacou que o desempenho esteve muito abaixo do que o clube exige e reforçou que o placar não pode ser tratado como algo pontual. Segundo ele, o Palmeiras precisa entender o que aconteceu para evitar novos episódios semelhantes ao longo da temporada.

“Foi uma derrota pesada, mas será uma derrota maior se a gente não aprender com o que aconteceu hoje”, completou.

O treinador também afastou qualquer ideia de acomodação após a sequência de três vitórias no Campeonato Paulista e indicou que o momento é de avaliação profunda do elenco.

“Não estava tudo bem só porque tivemos três vitórias seguidas. Esse é o momento de avaliarmos cada jogador e ajustarmos. Não há momento melhor do que esse”, declarou.

Abel admitiu ainda que o time não atua em sua força máxima neste início de temporada e confirmou que o clube seguirá apostando nos jogadores formados na base como alternativa para a sequência do calendário.

“Não estamos na máxima força. Vamos apostar nos jovens, vamos colocá-los à prova. A base não será um problema e nunca foi. Será a solução”, disse.

Por fim, o treinador fez um alerta duro sobre o padrão de atuação da equipe e deixou claro que o tamanho do adversário não importa quando o Palmeiras deixa de competir em campo.

“Quando somos uma equipe competitiva, estamos preparados para ganhar de qualquer time do mundo. Quando não competimos, podemos perder de qualquer equipe, nem que seja da quinta divisão, como foi hoje. Foi um golpe muito duro”, concluiu.