A semana

A versão de Bolsonaro para a história do Brasil — só bobagens

Crédito: Adriano Machado

BRASÍLIA Cerimônia do Dia da Pátria, no Palácio da Alvorada: o céu estava mais interessante que o chão (Crédito: Adriano Machado)

Jair Bolsonaro cometeu equívocos em seu pronunciamento no Sete Setembro. Disse que a miscigenação no País começou com a Proclamação da Independência (1822). Bobagem: a miscigenação entre portugueses e índios foi oficializada em 1775, por decreto de dom José I — 47 anos, portanto, antes da Indepêndência. Ela já existia, porém, desde 1500. Com negros, a miscigenação se deu assim que aqui aportou o primeiro navio com escravizados, em 1539, e cresceu após a abolição da escravatura, em 1888. Bolsonaro também enalteceu o golpe militar de 1964, que para ele não foi golpe. Bobagem: foi sim, os militares tiraram do poder um presidente eleito democraticamente e instauraram o terror — regime com torturadores, que, ele, Bolsonaro, vive glorificando. O presidente também falou que 1964 existiu para combater a corrupção. Engraçado vir de sua boca a expressão “combate à corrupção”. Como se diz muito amiúde, na maioria das vezes com a palavra fora de seu sentido: “bizarro”.

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Veludo no calor?

“Independência ou Morte”, palavras que na verdade não foram ditas por Pedro I às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, a 7 de setembro de 1822, nomeia a clássica obra do artista Pedro Américo. Ele, claro, não estava no local da proclamação (que, a rigor, foi assinada cinco dias antes pela imperatriz Maria Leopoldina). Pedro Américo apresentou a obra em 1888, em Florença. Foi feita na Europa. Chama a atenção o fato de os personagens por ele pintados vestirem veludo — insuportável sob o clima tropical daqui, em pleno setembro. O quadro possui 415 cm por 760 cm.

POLÍTICA
Ex-prefeito admite: “roubei sim”

Divulgação

Sinceridade é tudo; só que honestidade também. — e essa última faltou ao ex-prefeito da cidade de Cocal, no Piauí. Ele chama-se José Maria Monção. Na convenção do MDB, José Maria admitiu que roubou os cofres públicos em sua gestão: “Roubei, mas não tanto quanto esse aí”. O “esse aí” é o atual prefeito, Rubens Vieira, do PSDB. A fala de José Maria fez com que o senador piauiense Ciro Nogueira, presente ao evento, caísse
na gargalhada: “Se eu tivesse feito tudo direitinho, não teria sido preso em 2009, né?”.

EUA
Califórnia em chamas

JOSH EDELSON

O céu da Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, está laranja. Não é o nascer e nem o pôr-do-sol. São incêndios florestais que tomaram conta do estado americano: só nesse ano mais de um milhão de hectares de mata foram perdidos. Um número vinte vezes maior se comparado ao ano passado, em que se registrou 2.650 focos de fogo.

ECONOMIA
Bye bye, feijão com arroz

As gôndolas dos supermercados lembram tempos de guerra. São dezenas de pacotes de arroz empilhados em carrinhos. Um dos alimentos mais consumidos no Brasil, está com preços exorbitantes. Motivo?
A elevada taxa do dólar, que fez com que os produtores brasileiros optem pela exportação.

IDEOLOGIA
O aparelhamento do Itamaraty

Geraldo Magela

Fonte de informações falsas e de difusão de teses conspiratórias e anticientíficas. Não, não se está falando de um perfil de rede social que espalhe fake news. Absurdamente, trata-se, isso sim, da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag), que integra o Itamaraty. Esse órgão passou a comandar palestras e mais palestras que negam a pandemia do coronavírus e defendem sem escrúpulos bandeiras ideológicas da extrema-direita. Mais: há palestras específicas incentivando os movimentos antiaborto. Para que fique claro a guerra cultural travada no interior da Fundação, eis dois nomes desses eventos reacionários: “O uso de máscara e o controle social” e “A nocividade do uso de máscaras”. A desinformação tornou-se política de Estado em um governo que aparelhou o Itamaraty.

CONDENAÇÃO
Conselho coloca freio na carreira de Deltan Dallagnol

Albari Rosa

O ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, procurador Deltan Dallagnol, recebeu na semana passada a pena de censura, aplicada pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Motivo: suas declarações, no ano passado, referentes à disputa pela presidência do Senado. Deltan fez críticas públicas ao então candidato, senador Renan Calheiros. “(…) Deltan incentivou uma campanha contra o sistema de votação do Parlamento sob argumento de que agir contrariamente equivaleria fomentar a corrupção no País”. A pena de censura pode estragar futuros planos do procurador, como a aquisição de benefícios inerentes à profissão e a ascensão na carreira. Ele recorrerá da decisão do CNMP junto ao Supremo Tribunal Federal. “O Conselho me censurou por ter defendido a causa anticorrupção (…) de modo proativo, aguerrido e apartidário”, disse Deltan.

 

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