A semana

A última chance

Crédito: Kenzo Tribouillard / AFP

BREXIT

Na quinta-feira 17, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, correram contra o tempo para anunciar um acordo do Brexit antes da reunião com representantes do bloco europeu, em Bruxelas. Apesar do esforço e da maratona de negociações, o anúncio está longe de significar um fim do impasse que se arrasta desde 2016, quando a população da Inglaterra optou pelo Brexit. Além de passar pelo crivo dos representantes dos 27 países da União Europeia, algo que não deve ser complicado, o trato será submetido à aprovação do parlamento britânico, esse sim, quase instransponível. A antecessora de Johnson, Theresa May, foi rejeitada três vezes pelos parlamentares antes de renunciar. Dessa vez, a situação não aparenta ser diferente. O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, afirmou que o novo acordo é “muito pior” que o costurado por May. Nem Nigel Farage, chefe do partido do Brexit, gostou. Ele disse que “não é um Brexit de verdade”. Em meio a todo esse desgosto, o parlamento britânico deve votar a decisão no dia 19, a primeira vez neste século em que os deputados participarão de uma votação num sábado. O limite do divórcio é em 31 de outubro, mas ao que tudo indica o Halloween não será seu marco oficial.

 

BRASIL

Temer absolvido

Caio Guatelli

A 12ª Vara Federal Criminal de Brasília absolveu o ex-presidente Michel Temer do crime do obstrução de Justiça. Segundo o juiz Marcos Vinícius Reis Bastos, o Ministério Público Federal adulterou conversas gravadas entre Temer e o empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Na liberação do áudio, em maio de 2017, houve um grande tumulto com a frase de Temer “tem que manter isso aí, viu”, que repercutiu muito entre os brasileiros. A denúncia foi feita pelo Procurador Geral da República da época, Rodrigo Janot, que alegou que a fala dizia respeito à compra do silêncio de Eduardo Cunha.