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A turbulenta vida afetiva de Maradona

A turbulenta vida afetiva de Maradona

(ARQUIVO) O astro do futebol argentino Diego Maradona posa com sua esposa, Claudia, e suas filhas, Dalma e Giannina (D), antes da apresentação de um documentário sobre sua vida futebolística no Festival de Cinema de Cannes, em 20 de maio de 2008 - AFP/Arquivos

Um casamento com a namorada da adolescência, no qual teve duas filhas adoradas, disputas legais, brigas familiares turbulentas e uma lista de outros filhos reconhecidos pouco a pouco forjaram a vida afetiva e familiar do astro do futebol Diego Maradona, falecido nesta quarta-feira (25) aos 60 anos.

A princípio, sua relação com a esposa, Claudia Villafañe, mãe de Dalma e Gianinna, foi harmoniosa.

Com o passar dos anos, vieram à tona suas aventuras amorosas, junto com as drogas, as festas e os excessos emocionais.

A justiça provou a paternidade de dois meninos e uma menina com diferentes mulheres e há pelo menos um punhado de possíveis rebentos em investigação, tudo em meio ao naufrágio do seu casamento.

– Amores e rupturas –


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Maradona manteve sempre um forte compromisso afetivo com seus pais, ‘Don’ Diego Maradona e Dalma Salvadora ‘La Tota’ Franco, originários da humilde província de Corrientes (nordeste). Ele nunca deixou de ajudar seus sete irmãos.

Nasceu e viveu a infância em Fiorito, uma comunidade ao sul da capital. Era irmão de Ana, Rita, Elsa, Rosa, Raúl, Hugo e Claudia.

Os irmãos Raúl (‘Lalo’) e Hugo (‘El turco’) tentaram seguir seus passos. ‘Lalo’ chegou a jogar no Deportivo Municipal do Peru. Jogou futebol de salão pelo Toronto, do Canadá.

‘El Turco’ foi um ‘globetrotter’ do futebol. Passou pelo Ascoli (Itália), Rayo Vallecano (Espanha), Rapid Viena (Áustria), Future Shizuoka e Fukuoka Blux (Japão), entre outros clubes. Também jogou em seleções juvenis argentinas.

Em 1977, Maradona conheceu Villafañe em um local de dança. Doze anos depois, no auge de sua trajetória, casaram-se com pompa no estádio Luna Park de Buenos Aires, em uma festa para 1.200 convidados.

“Se os namorados das minhas filhas as fizerem chorar duas ou três vezes vão sofrer um acidente”, ameaçava em uma prova de sua devoção pelas jovens, emocionado até as lágrimas.

Depois de se divorciar de Villafañe, acusou-a na justiça de ser “ladra” de bens e lembranças suas. A relação com as filhas esfriou até chegar ao rompimento.

“Dalma e Gianinna escolheram ficar com quem não é um bom exemplo de mãe”, disse, mudando de ideia sobre as duas.

Villafañe disse que a denúncia do ex-marido era “uma difamação”. O imbróglio legal levou anos e a mulher recebeu uma sentença desfavorável, mas o caso continuou aberto pelas apelações.

– Companheiras e paternidade –

A italiana Cristiana Sinagra denunciou na justiça que Maradona era pai de seu filho, Diego ‘Junior’. Exames de DNA lhe deram razão e determinaram pagamento de pensão.

Passaram-se anos até o astro reconhecer efetivamente Junior, quando o jovem, um jogador de futebol de praia, participou de um concurso de dança na Argentina.

Outro julgamento que determinou sua paternidade foi o aberto por Valeria Sabalaín, outra de suas amantes e mãe de Jana Sabalaín, que recebeu o direito de usar o sobrenome Maradona.

Apesar de uma separação de fato, foi Villafañe quem o ajudou no leito quando esteve hospitalizado em 2004 à beira da morte.

Maradona formou um casal estável durante nove anos com Verónica Ojeda, professora de educação física. Da relação, nasceu Dieguito Fernando.

Dalma Maradona acusou certa vez Ojeda de usar “fotos adulteradas” como forma de manipulação para que seu pai se afastasse das duas primeiras filhas. Dalma e Verónica se odiavam.

Quando Ojeda estava grávida, Maradona rompeu a relação e iniciou outra com Rocío Oliva, uma ex-jogadora de futebol, com quem ele conviveu por seis anos.

“Há pequenas coisas que me fizeram dizer que (Maradona) ‘não é a pessoa com quem eu quero ou mereço estar'”, declarou Oliva certa vez.

– Filhos cubanos? –

Um dia, o advogado do ex-capitão alviceleste, Matías Morla, causou surpresa ao assegurar que “há outros três filhos e talvez um quarto em Cuba”, da época em que Maradona morou na ilha para sua reabilitação.

Ele inclusive deu os nomes de duas mulheres, Joana e Lu, e de dois rapazes, um deles Javielito e outro que se chamaria Harold.

Outras declarações públicas também surgiram sobre supostas paternidades, mas até o momento sem sustentação.

São os casos de Santiago, um jovem filho de Natalia Garat, já falecida, e de Magalí, adotada quando criança, até que sua mãe biológica, em um reencontro, lhe disse que seu pai era Maradona. Magalí deu entrada com uma ação de reconhecimento de paternidade.

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