Comportamento

A turbulência da Boeing

O avião 777 teve uma das turbinas destruída após levantar voo em Denver, nos EUA. O incidente não teve vítimas, mas causou susto, prejuízo e ajudou a afundar ainda mais a imagem da companhia

A turbulência da Boeing

TRAUMA Partes da turbina do avião 777 foram encontradas na via pública: por sorte não houve vítimas


EXPLOSÃO Nas imagens que correram o mundo o motor da Pratt & Whitney pegou fogo: fumaça pelos ares (Crédito:Divulgação)

A empresa americana de aviação Boeing foi essencial na vitória dos aliados na Segunda Guerra com a fabricação dos aviões bombardeiros B17 e B29 que ficaram conhecidos como Fortalezas Voadoras. Ela liderou o mercado comercial, militar e aeroespacial por décadas. Mas no século XXI, os acidentes e desastres estão maculando sua história centenária. O mais recente incidente com a turbina do avião modelo 777, no voo 328, da United Airlines, no sábado, 20, não fez vítimas, mas arranhou a visibilidade da corporação. As imagens que correram o mundo foram do avião sobrevoando a cidade de Denver, no estado do Colorado, e a fumaça saindo um dos motores Pratt & Whitney 4000-112 incendiado. Na sequência, com a explosão, os destroços do motor caíram no quintal das casas na região. A repercussão negativa foi imediata.

A Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA, que atua com absoluto rigor no setor, ordenou a verificação das lâminas da turbina no motor avariado. A United Airlines interrompeu as operações de 24 aeronaves. O Reino Unido impediu voos em seu espaço aéreo com o mesmo motor. O Japão proibiu o funcionamento de aviões com turbinas fabricadas pela Pratt & Whitney. No Brasil, a Latam tem em sua frota modelos Boeing 777-300, mas com motores da General Eletric. As autoridades americanas ainda não definiram com precisão as causas da destruição da turbina, mas há uma pista: fadiga do metal das pás do motor. O uso prolongado do equipamento, sem a verificação adequada, pode causar deformação no material.

O ponto principal da crise da Boeing é que a empresa passou por uma mudança de perfil no início dos anos 2000, o que prejudicou sua evolução. “Há um desgaste do projeto base da empresa”, diz Marcos José Barbieri Ferreira, professor da Unicamp. Ele explica que a companhia sofreu uma alteração estratégica na qual passou a privilegiar mais a parte financeira e gastar menos com pesquisa e desenvolvimento. Acabou pagando um preço alto. “A área técnica acabou perdendo”, afirma. No momento, resta à empresa esclarecer o que realmente aconteceu com o motor da Pratt & Whitney e tentar recuperar sua imagem no mercado.

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