Edição nº2581 13/06 Ver edições anteriores

A tesoureira

CONTAS Alessandra
foi ao mesmo tempo assessora, prestadora
de serviços e tesoureira do PSL (Crédito:Lúcio Távora )

Uma das possibilidades aventadas para o dinheiro que Fabrício Queiroz, ex-motorista do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), movimentou é a prática da “rachadinha”, expediente em que parte do salário dos servidores volta para o parlamentar. Nesse caso, há outros indícios de mistura no serviços dos assessores do filho do presidente da República. ISTOÉ esbarrou em alguns deles. Na prestação de contas da campanha de Flávio Bolsonaro, dois de seus assessores aparecem como doadores de serviço para elegê-lo. Fernando Nascimento Pessoa e Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira fizeram para ele serviços de panfletagem. O valor é pequeno: R$ 200. Mas, no caso de Alessandra, há um valor maior. E mais complicado.

Serviços contábeis

Uma empresa de Alessandra, a Ale Solução e Eventos Ltda, recebeu R$ 5 mil para fazer “serviços contábeis de prestação de contas eleitorais” para a campanha. Como assessora na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Alessandra recebia pouco menos de R$ 6 mil de salário. Um outro detalhe chama também a atenção: Flávia é a tesoureira do PSL no Rio.

Paga e recebe

Gera-se, assim, uma situação no mínimo curiosa. Alessandra, como tesoureira, autorizava repasses do partido para a campanha de Flávio Bolsonaro para o Senado. Flávio, que era seu chefe na Assembleia Legislativa. E que aparentemente pagou por seus serviços para fazer a contabilidade dos recursos que ela mesma autorizou

O “13” te persegue

José Cruz/Agência Brasil

Ao tomar posse, Joice Hasselmann (PSL-SP) fez uma sessão de “exorcismo” no seu gabinete, porque, no passado ele pertenceu a Lula. O 13, número do PT como partido, porém, parece perseguir a deputada. No primeiro dia de trabalho, ela apresentou cinco projetos de lei. Um deles, que cria o Programa de Incentivo de Relatos de Interesse Público, que estimula denúncias contra a administração pública, recebeu o seguinte número para tramitação: 13.

Rápidas

* Apesar do governo Bolsonaro estabelecer como meta o corte de 30% no número de comissionados, alguns ministros estão fazendo revisões em seu corpo funcional para reaproveitar essa mão de obra em áreas com déficit de servidores.

* Isso tem ocorrido na Agricultura. É que se verifica uma concorrência entre dois objetivos. O governo quer reduzir o número de contratos terceirizados. Mas, sem muitos concursos nos últimos anos, não há pessoal próprio para as tarefas.

* A deputada Carolina de Toni (PSL-SC) está colhendo assinaturas para tentar instalar uma CPI da Publicidade Institucional. Ela estranha que esses gastos não estejam facilmente disponíveis no Portal da Transparência.

* Eles podem ser obtidos a partir de requerimento com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Mas, para Caroline, eles deveriam ser mais facilmente publicizados. Ela quer investigar se há coisas nesse sentido a esconder.

Retrato falado

“Sou treinado para captar ruídos” (Crédito:Divulgação)

Desde 2001, quando era vereador, Luciano Rezende (PPS), atual prefeito de Vitória (ES), divulga o seu número de celular para a sociedade. Segundo ele, foi uma estratégia para “captar e resolver o maior número de ruídos possíveis”. Hoje, o prefeito recebe de 50 a 100 mensagens de WhatsApp por dia e reserva algumas horas de sua manhã, logo depois que acorda, e à noite, pouco antes de dormir, para respondê-las. A paciência tem limite: “Tenho uma regra: insulto, palavrão e pornografia, eu bloqueio”, diz Rezende.

Sem livros

A diretora-executiva da Câmara Brasileira do Livro, Fernanda Gomes Garcia, está preocupada com o fato de o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Eduação (FNDE) não ter concluído a compra dos livros didáticos do processo do ano passado. São mais de 10 milhões de livros que deveriam já ter sido entregues às escolas públicas. Corre-se o risco de a compra acabar não sendo concluída. Fernanda enviou uma nota aos associados da Câmara informando que esteve no FNDE para saber da situação. Ela diz ter verificado que as equipes que cuidam do processo são muito enxutas e que há confusão com a mudança de governo. “Ficou claro que não existe qualquer intenção de suspender a compra”, pondera ela na nota.

Crédito suplementar

Mas questões burocráticas terão que ser superadas pelo atraso. Como os contratos não foram firmados, não será possível usar o recurso disponível em 2018 agora. O FNDE, explica Fernanda, terá que obter junto ao Ministério da Educação a aprovação de um crédito suplementar.

Brumadinho

O Instituto Paraná Pesquisas realizou um levantamento sobre a percepção da sociedade com relação ao rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, que resultou na morte de mais de uma centena de pessoas. Para 63,4% dos entrevistados, a Vale é a responsável pelo ocorrido. E 52,6% consideram que os executivos da companhia deveriam ser presos.

Outros projetos

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Somente no primeiro dia, os deputados ingressaram com 328 projetos de lei, com propostas que vão desde a proibição do uso do radar móvel para aplicação de multas (José Nelton – Podemos/GO) até a extinção do programa A Voz do Brasil (Kim Kataguiri – DEM/SP, na foto ao lado), criado no governo Getúlio Vargas e transmitido pela EBC.

Seis votos

Divulgação

Cada um comemora com o que tem. Candidato à Presidência do Senado, José Antônio Reguffe (sem partido-DF) festejava o fato de ter obtido seis votos na disputa. Para ele, um trunfo, uma vez que muitos diziam que só teria seu próprio voto. O presidente do Senado, David Alcolumbre (DEM-AP) obteve 50 votos.

Toma lá dá cá

Senador Eduardo Braga (MDB-AM)

Como líder, o senhor conduziu o MDB na tumultuada sessão que escolheu o presidente do Senado. O MDB saiu diminuído?
Estamos em uma construção de como será agora a participação do partido na Mesa e nas comissões. O presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) reconhece a proporcionalidade que nos cabe. Nós esperamos que até a próxima semana tudo esteja pacificado.

Houve uma clara divisão dentro do próprio partido entre a candidatura de Renan Calheiros (AL) e a de Simone Tebet (MS). Como isso será resolvido?
Isso já ficou pra trás. Sem dúvida, ficou pra trás.

Em relação ao governo, o MDB já definiu se será oposição ou situação?
Ainda não começamos a conversar. Nós esperamos que agora, com as lideranças estabelecidas, nós possamos ter essa interlocução com o governo.


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