A solidariedade que Bolsonaro não mostrou

A solidariedade que Bolsonaro não mostrou

Assim como em outros anos, o de 2022 também começou com uma tragédia humanitária. Dessa vez, o estado da Bahia foi o mais afetado. Desta vez, porém, a catástrofe baiana foi motivo para uma grande mobilização popular e solidariedade de várias entidades. Exceção, obviamente, ao presidente Bolsonaro, que, além de não ter mexido uma palha para ajudar os baianos, ainda preferiu demonstrar que estava se lixando para o povo, ao permanecer curtindo a vida adoidado numa praia de Santa Catarina.

A crise provocada pelas chuvas atingiu mais de 160 municípios, deixando mais de 90 mil pessoas desabrigadas. Ou seja, gente que precisaria de apoio do poder público para não ficar na rua da amargura. Afinal, 518 pessoas ficaram feridas e 26 mortas. As tempestades derrubaram pontes, rodovias foram interditadas, estabelecimentos comerciais ficaram arruinados e os estoques de vacinas e medicamentos totalmente destruídos. O sofrimento foi transmitido por todos os meios de comunicação. O governo baiano se empenhou em ajudar a população, mas o presidente Jair Bolsonaro preferiu curtir férias, passear de Jet Ski, tomar cerveja em botecos, comer camarão desregradamente. E tudo com dinheiro público, pago com o cartão corporativo. Acima de tudo, Bolsonaro é um desalmado.

Mas uma coisa foi importante. O desastre gerou uma grande união dos brasileiros. As mais diversas instituições, famosas e anônimas, se uniram para arrecadar fundos, mantimentos, roupas e tudo o que minimamente pudesse tirar aqueles soteropolitanos do sufoco. Umas das ONGs que desempenhou importante papel na ajuda à Bahia foi a “Olhar de Bia”. A instituição é especial desde sua fundação em 2006, pois nasceu da cabeça de Beatriz Martins, paulistana do município de Guarulhos, que na época tinha apenas seis anos de idade. Hoje ela tem vinte e um. Dedicada às áreas de Solidariedade, Educação e Oportunidades, a Olhar de Bia juntou forças com outra instituição denominada Rede Conectados e lideraram a #MissaoBahia. Com esse projeto, as ONGs conseguiram amealhar mais de trinta toneladas em doações. Os donativos incluem alimentos, roupas, itens de higiene, livros e R$ 500 mil em remédios. Os produtos estão sendo entregues hoje, sexta-feira, 7, a cinco municípios: Dario Meira, Gongogi, Bicarai, Barra do Rocha e Ipiau. A estimativa é que oito mil pessoas sejam atendidas. No Brasil de Bolsonaro não falta solidariedade da população. Falta um governo preocupado com o social.