A sintonia de Bruna e Riccelli

A sintonia de Bruna e Riccelli

Thaís Botelho Foto Pedro Dias/Ag. IstoÉ Seis meses intensos de trabalho e “Onde Está a Felicidade?” marca a volta de Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli ao cinema pela terceira vez. ?Mais uma experiência boa e extremamente gratificante?, diz Bruna, responsável pelo roteiro do filme, ao lado do marido, que está à frente da direção e contou com o trabalho do filho, Kim, na assistência de direção e elenco. No longa-metragem, ela é Teodora, que vê sua vida ruir após descobrir a traição virtual do marido, Nando (Bruno Garcia), e perder seu emprego como apresentadora de um programa de receitas afrodisíacas na Tevê. O casamento de 11 anos com o comentarista de futebol entra em crise. Sua instabilidade emocional e sua falta de perspectivas são acompanhadas de perto pela maquiadora Aura (Maria Pujalte), que lhe sugere uma viagem para Santiago de Compostela em busca de respostas e espiritualização. Siga a Gente no Twitter! Ao tentar fazer o Caminho de Santiago de Compostela, Teodora reflete sobre os erros e acertos da relação, avaliando se ainda há espaço para a reconciliação. Apesar da atmosfera mística e espiritual de toda a jornada da peregrinação pelo caminho, os três se envolvem numa aventura contemporânea de escolhas, situações engraçadas e muitas surpresas. Durante cerca de duas horas, o casal conversou com Gente sobre os melhores momentos do trabalho, e revelou um pouco da intimidade da relação. Como foi esta experiência com este terceiro trabalho em conjunto no cinema? Bruna: Foi ótima! Eu e o Ri nos entendemos pelo olhar, quase não conversávamos durante as filmagens, pois não dava tempo. Para o filme, queríamos leveza, já que a ideia é não buscar com muita força a felicidade. Filmamos em Paulínia (SP), Piauí e Espanha. Foram vários deslocamentos e excesso de trabalho. Riccelli: Na verdade foi um grande desafio, assim como o caminho de Santiago. Você tem a ideia de fazer, mas não sabe se vai conseguir, se vai dar tudo certo, né? A ideia de largar tudo e andar pelo caminho de Santiago de Compostela é muito interessante. Depois a Bruna pensou em escrever o roteiro e ficou uma comédia bacana, afinal, jamais passou pela nossa cabeça fazer um filme sobre o caminho que fosse pesado, solene. E o contato com a equipe espanhola? Bruna: Nos demos todos bem, mesma linha de pensamento e era uma grande diversão. Fizeram uma festa pra gente e em cinco minutos estávamos todos em integração. Eram muito alegres, e ainda rolou romance entre duas pessoas da equipe de lá. Eu brincava: ?Olha, até rolou sexo durante as filmagens?. E eles tiveram um bebê, a Daniela. Ele é diretor espanhol e ela uma produtora. Riccelli: Esse mesmo cara dizia que estava feliz, pois todos estávamos trabalhando muito felizes. Foi o fio condutor para o trabalho sair bacana. Tínhamos essa preocupação também. Mas era aquela coisa, de quase ninguém dormir, vida de estrada, de circo, quase ciganos. Como foi trabalhar pela terceira vez juntos? Bruna: Reconheço o Ri pelo olhar e já sei o que ele está dizendo. Ele não muda o tom de voz e fala numa forma suave, sempre. Nunca tivemos uma briga de grito. Só grito com meus cachorros, e mesmo assim eles não me obedecem. Somos meio cool no dia-a-dia e isso reflete para onde vamos.É um habito, sempre fomos assim. Riccelli: A Bruna cativa muito rapidamente as pessoas. Ela é sincera, verdadeira e cria logo um clima de intimidade. Ela diz sem ofender, quando fala algo que não concorda, é para a pessoa pensar e evoluir. E escuta muito também. Nos sets era isso e todo mundo era bem resolvido.