PANDEMIA * 2020

A rotina em uma família de médicos

Profissionais que lidam com a exposição à Covid-19 e a falta de equipamentos lutam para evitar o risco de contaminação

Crédito: Divulgação

ALTO RISCO Médicos se expõe ao perigo de contaminação em hospitais lotados (Crédito: Divulgação)


Os profissionais de saúde são os grandes heróis da crise do coronavírus. Na missão de salvar vidas, enfermeiros, médicos e auxiliares de enfermagem encaram diariamente longas jornadas de trabalho, a exposição direta ao vírus e hospitais que nem sempre apresentam as condições ideais. Por tudo isso, o número de contaminados entre eles só cresce. Em São Paulo, mais de 12 hospitais já tiveram de afastar 1.400 profissionais por suspeitas de terem contraído a Covid-19.

É o caso do cardiologista Sergio Timerman, diretor do Centro de Treinamento em Emergências da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Com 62 anos e uma hipertensão controlada, ele atendia pacientes em seu consultório e no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, quando veio a suspeita de que pode ter sido infectado. “Estou há dois dias com um pouco de tosse e febre e fui afastado. É bem possível que seja Covid-19, temos atendido muita gente”, diz ele. O resultado do teste só sai nesta segunda-feira, 6.

Timerman vem de uma família de profissionais de saúde. A rotina na sua casa foi alterada: sua esposa é dentista e também atende em um hospital. Além de dormirem em quartos separados, o casal assiste à TV a pelo menos um metro de distância um do outro e segue a mesma lógica nas refeições. Como dois de seus filhos também são médicos, o risco aumenta. Tiago, de 35 anos, é médico intensivista e trata pacientes idosos com Covid-19 no Hospital Sancta Maggiore – ele está isolado em um hotel.

TRABALHO ÁRDUO O médico Sergio Timerman foi afastado após apresentar sintomas da Covid-19 (Crédito:GABRIEL REIS)

“Claro que estou preocupado comigo e com a minha família, somos seres humanos como todo mundo. É uma situação complicada, mas se sentirmos alguma coisa vamos correndo para o hospital. Temos de encarar isso da melhor maneira possível para não sofrermos consequências graves e continuarmos na linha de frente”, diz Sergio.

Falta proteção

Além da exposição diária, os profissionais da saúde encaram a falta de equipamentos de proteção. Apesar de as instituições afirmarem que os disponibilizam adequadamente, fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o número não é suficiente. “Os aventais têm de ter capuz e as máscaras indicadas são as N95. Isso é feito no mundo todo, mas nenhum hospital público no Brasil tem esse material”, disse um médico com a condição de não ser identificado. Além disso, como as autoridades estimam que 80% dos infectados não apresentam sintomas ou têm apenas sinais muito leves, calcula-se que o número de profissionais de saúde contaminados é muito superior ao que é divulgado oficialmente. Sendo assim, os riscos que eles e suas famílias correm são ainda maiores.

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