Comportamento

A roça urbana

Produção controlada de hortaliças surgem em meio ao caos urbano como uma nova tendência de consumo

Crédito: RodrigoZaim

CULTIVO Gabriel Cano está à frente de uma nova modalidade de negócio: verduras frescas na hora do almoço (Crédito: RodrigoZaim)


RodrigoZaim

Um dos aspectos mais agradaveis de se viver em cidades pequenas é ter à mão, no quintal de casa, a alface, a rúcula, o manjericão e as hortaliças do dia a dia que enchem o prato de sabor, cores e nutrientes. Mesmo morando numa metrópole como São Paulo, Isabel Miller, 60, não fica sem suas verduras preferidas. Ela já descartou fazer compras no supermercado e nas feiras livres, mesmo na que acontece, às quintas-feiras, na rua onde mora. Passou a adquirir suas hortaliças da startup paulistana Fazu, uma rede de “fazendas urbanas”. “Faço meus pedidos às segundas-feiras e chega tudo na hora do almoço”, conta. Mesmo numa cidade repleta de arranha-céus é possível cultivar essas verduras de forma sustentável. Aliás, é exatamente nas lages dos prédios que a produção acontece. Por meio da hidroponia, uma estrutura de ferro, cheia de cavidades, onde as mudas são colocadas, as plantas se desenvolvem com naturalidade. A água é levada por canos de PVC acoplados, que levam também os nutrientes para as hortaliças, transformando esses espaços em uma roça urbana.

“Essas hortaliças têm procedência, conheço o processo de produção, sem agrotóxicos” Ricardo Moisés, dono da padaria Mediterrain

Gabriel Cano, 30, um dos donos da Fazu, explica que a ideia nasceu depois que um dos sócios sobrevoava a cidade de São Paulo e percebeu que havia vários enormes espaços cinza a serem utilizados. “A maioria das lages dos prédios estão vazias”, diz. O esquema de trabalho da startup consiste em colher hortaliças apenas no momento da entrega, para garantir que o produto chegue o mais fresco possível. A Fazu atende restaurantes e pessoas que moram nos arredores da Vila Olímpia, onde a empresa está localizada. O conceito de rede se dá porque a Fazu brinda alguns de seus clientes com parte da estrutura para que os produtos possam ser cultivados em casa. Esse é o caso do Ricardo Moises, dono da padaria artesanal Mediterrain. “A Fazu me forneceu e instalou a minha própria fazenda”, conta. O empresário prefere comprar produtos cuja procedência é conhecida. “Produzimos sem pesticidas e também não temos intermediários.”

Como esse tipo negócio é promissor Diego Martins Gomes, dono empresa de produtos naturais, “100% Livre”, vai lançar um empreendimento, em novembro, na capital paulistana, muito semelhante ao da Fazu. Em um galpão de quinze metros de altura, ele produzirá hortaliças e frutas, como morangos. Além técnica de hidroponia, ele vai usar a aeroponia, que se baseia em pulveririzar os nutrientes nas raízes das plantas. “A agricultura em ambiente controlado permite economizar recursos naturais e financeiros”, explica o empresário.

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