Em Cartaz

A real vocação de Ingmar Bergman

Documentário mostra como o diretor sueco se tornou um ícone do cinema, mas era ainda melhor no teatro

Crédito: Divulgação

PRESENTE Bergman (à dir.) nas filmagens de “O Sétimo Selo”: controle total sobre a obra (Crédito: Divulgação)

“Bergman 100 Anos”, dirigido pela sueca Jane Magnusson, é o documentário mais isento já realizado sobre o diretor sueco (1918-2007). E talvez o mais equilibrado: nele Bergman é tratado como um artista consciente de suas limitações e não apenas o “gênio da câmera”. Na realidade, a tese principal do filme narrado em inglês é que Bergman foi acima de tudo diretor de teatro e dramaturgo. Nascido em 18 de julho de 1918 em Uspala, Bergman desde cedo se encaminhou para o teatro e retirou do palco o material de que precisou em 56 filmes, alguns deles considerados marcos cinematográficos. Foi no teatro em Estocolmo que o jovem de 19 anos começou a aprender a dirigir elencos e a abordar os dilemas morais. Até seu último trabalho teatral — ao todo 170 montagens —, Bergman se esmerou em se tornar um investigador da alma humana. Como sugere a diretora, sua filmografia não passa de um adendo ao grande teatro do mundo que tentou construir. O documentário se inicia no ápice da carreira de Bergman, em 1957. Naquele ano, como um malabarista, ele dirigia seis produções diferentes, no cinema, no teatro e na ópera. Era apenas o começo.

 

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