Comportamento

A praia inclusiva

Programas adotados em diversas cidades do litoral brasileiro garantem que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida tomem um banho de mar pela primeira vez e até pratiquem surfe com apoio de voluntários e total segurança

Crédito: Prefeitura de fortaleza

FORTALEZA Programa Praia Acessível implantado em Iracema, em 2016, já atendeu mais de 7,5 mil pessoas e ficou em primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo, concedido no fim do ano passado: funcionários engajados e sucesso de avaliação do público (Crédito: Prefeitura de fortaleza)

Em Fortaleza, a praia de Iracema, além de ser centralizada e muito movimentada, conta com a equipe do programa Praia Acessível, que utiliza cadeiras anfíbias e esteiras de acesso para garantir que pessoas com dificuldade de movimentação consigam se banhar no mar. Todo serviço é acompanhado por instrutores e voluntários, além de ser gratuito. Nas praias do Rio de Janeiro, a acessibilidade é oferecida em mais de uma praia. Além dos serviços que auxiliam as pessoas com dificuldade de locomoção a tomar banho no mar, a ONG Adaptsurf dá aulas de surf adaptado, tanto teóricas quanto práticas. A equipe de voluntários é capacitada e conta com fisioterapeutas e profissionais de educação física. A procura é sempre alta.

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Tratam-se de iniciativas altamente louváveis. Muita gente não conhece o mar, e nem é pela distância da praia. É pela dificuldade de se locomover em segurança pela areia e entrar na água, problema enfrentado por pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, de crianças até idosos. Nesse contexto é que projetos públicos e de ONGs se propõem a oferecer o serviço a essa faixa da população, garantindo que muitos tenham o direito de aproveitar a praia como qualquer cidadão. Iniciativas de acessibilidades nas praias estão se multiplicando pelo País e podem ser encontradas hoje, por exemplo, em Maceió, Natal, Bertioga, Guarujá, Santos, Balneário Rincão, entre outras.

RIO DE JANEIRO No Rio de Janeiro, a ONG Adaptsurf reúne turmas de interessados em participar de aulas de surfe adaptado. Há também oferta de bodyboard e stand up paddle acessíveis. Desde 2007, já foram mais de quatro mil aulas de surf oferecidas à população (Crédito:Divulgação)

Na praia dos Crushs, faixa da Praia de Iracema em Fortaleza, o programa Praia Acessível é sucesso desde que foi implantado em 2016. Até outubro de 2019, o serviço, fruto de parceria entre a prefeitura da cidade e o governo do Estado do Ceará, é gratuito e já atendeu mais de 7,5 mil pessoas. Ele funciona na maior parte da semana e todos os dias durante os meses de verão e de férias de meio de ano, além de ser sucesso de avaliação do público. Tais credenciais garantiram o primeiro lugar no Prêmio Nacional de Turismo em 2019, organizado pelo Ministério do Turismo. Suas cadeiras anfíbias podem ser utilizadas tanto na areia quanto na água, e a grande esteira de acesso leva do calçadão até a margem. Há também um grupo profissionais especializados que auxiliam os banhistas.

 

 

Surfe acessível

O secretário de Turismo de Fortaleza, Alexandre Pereira, afirma que a satisfação com o trabalho garante o sucesso Programa Praia Acessível, tanto que a equipe de funcionários, cerca de 15, é praticamente a mesma desde o início. “Eu mesmo sempre vou lá quando posso, é um alimento da alma. Não só a pessoa fica feliz, mas a família também”, diz ele para descrever a sensação de ver as pessoas com mobilidade reduzida tomando um banho de mar pela primeira vez.

No Rio de Janeiro, a ONG Adaptsurf vai além: aliado aos serviços de acessibilidade do banho de mar, também reúne turmas de interessados em participar de aulas de surfe adaptado na Barra da Tijuca e no Leblon. Há também aulas de bodyboard e stand up paddle acessíveis. Desde 2007, já foram mais de quatro mil aulas de surfe oferecidas à população. O grupo trabalha com turmas de 25 alunos, aumentando a oferta em função da procura nos meses de verão e aceitando turistas para aulas experimentais. O fisioterapeuta e sócio fundador da Adaptsurf, Luiz Phelipe Nobre, ajudou a dar inicio ao projeto pelos benefícios físicos e mentais que tais atividades proporcionam às pessoas com deficiência. “Num mesmo espaço há várias pessoas, com ou sem deficiência, usufruindo das ondas e da praia – isso é inclusão social”, afirma. Ambos os programas, tanto o de Fortaleza como o do Rio, além de sucessos locais, atraem pessoas de outras regiões e estimulam o turismo. Pereira conta que percebeu um aumento no fluxo de visitantes na Praia de Iracema e Nobre afirma já ter recebido alunos para as aulas de surfe de diversos estados e até de outros países. Praias mais acessíveis são realmente uma excelente ideia.

 

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