A polícia e o dever de não “meter o louco”

A polícia e o dever de não “meter o louco”

Policiais civis do Rio durante operação policial contra traficantes de drogas na favela do Jacarezinho, no estado do Rio de Janeiro, Brasil, em 06 de maio de 2021 - AFP


A operação realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio de Janeiro, não teve nada de corriqueiro. Ela matou um policial experiente e outras vinte e quatro pessoas. Como se tem repetido desde que o número de vítimas foi confirmado, trata-se da operação mais letal já realizada na capital fluminense. 

Por ser tão atípico, esse acontecimento exige uma apuração rigorosa. Não cabe aos comandantes da ação se ofenderem por causa disso. Também não cabe a eles querer que sua versão dos fatos seja aceita sem questionamentos. Tem de haver controle externo. 

Por isso, e para ficar somente no governo federal, está certa a reação da ministra Damares Alves e completamente errada a reação do vice-presidente Hamilton Mourão ao episódio de Jacarezinho.

Mourão exonerou os policiais de qualquer erro antes mesmo de serem divulgados os nomes das pessoas mortas. Ainda que sejam todos bandidos, como ele afirmou, é preciso verificar as circunstâncias em que morreram. O vice é militar, deve saber que até no campo de batalha algumas coisas são proibidas.

Damares, por sua vez, afirmou que é urgente combater o crime organizado, mas “de modo a proteger a vida de todos”. A ministra tem lampejos de lucidez. Entendeu que o combate não pode ser feito de qualquer maneira, e que qualquer pessoa que ocupe um cargo público precisa defender esse princípio básico. 

Ser policial significa algo mais do que enfrentar bandidos. Significa também seguir regras. Enquanto o criminoso está livre para “meter o louco”, o policial precisa respeitar limites. E ainda aceitar serenamente que haja um controle posterior das suas ações. Sim, a guerra é desigual. Só um lado tem deveres. São ossos do ofício. 

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