A noiva de Bolsonaro (spoiler: contém cenas de ironia explícita)

Crédito: Reprodução

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Na década de 1990, um bizarro boneco assassino se tornou mundialmente famoso por misturar horror com humor nas telas de cinema. Não foi o primeiro filme “trash” a ter sucesso, mas inovou ao fazer a plateia rolar de rir diante de assassinatos incrivelmente exagerados.

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Após alguns anos de estrelato solitário, Chucky (o boneco) ganhou uma namorada ou, melhor, uma noiva. Tiffany conseguia ser ainda mais perversa e cruel. Se Chucky decapitasse uma vítima com uma serra elétrica, Tiffany o faria com uma tesoura cega, para demorar mais e espirrar baldes de tinta vermelha para todos os lados.

Hoje temos uma espécie de Chucky na presidência da República. Nada parecido com o brinquedo assassino, claro, mas muito parecido com um “boneco de ventríloquo” do Olavo de Carvalho, que ora incentiva manifestações golpistas, ora incentiva invasões a hospitais, ora incentiva o povo a sair às ruas e se expor à gripezinha que já matou, em pouco mais de três meses, quase 50 mil brasileiros, ou ora assume ares de médico da família e receita cloroquina aos doentes de Covid-19.

Como nas telonas, Bolsonaro ganhou uma companheira cruel. Em vez de apenas falar, a “noiva” parte para a ação real e toca o terror. Trata-se da tal Sara Winter, nome de guerra da arruaceira profissional. Nossa Tiffany bananeira já foi de tudo um pouco: de atriz pornô a militante feminista, passando por antibolsonarista fanática, até se descobrir líder de vinte e poucos gatos pingados que se intitulam “300 do Brasil”. Hoje Winter é uma bolsonarista de carteirinha, à espera do noivo amado no altar da infâmia.

Seu último ato foi o ataque com fogos de artifício, sábado passado, ao prédio do STF. Enquanto nesta segunda-feira (15), imprensa, Poder Legislativo, Poder Executivo e entidades organizadas repudiavam o atentado à democracia e ao Estado de Direito, o Chucky do Planalto fazia cara de paisagem e mantinha-se calado; talvez triste pela prisão temporária da Tiffany golpista.

O filme estrelado pela dupla fez tanto sucesso que se tornou uma franquia milionária do cinema mundial. Para o bem do Brasil, espero que a versão tupiniquim não tenha um novo episódio. Quiçá, seja (legal e democraticamente) interrompida antes do fim, para que nossos Chucky e Tiffany encontrem merecido repouso, ao lado dos bonecos originais, nas páginas bizarras da história.

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