A Moro de saias

Crédito: AGÊNCIA BRASIL

IMEXÍVEL Regina Duarte mal assumiu e já falam na sua queda: Bolsonaro vai conseguir demiti-la? (Crédito: AGÊNCIA BRASIL)

Assim como acontece com o ministro da Justiça, Sergio Moro, a atriz Regina Duarte se tornará intocável no governo: o presidente não conseguirá demiti-la, tamanha sua popularidade. Mas ela mal assumiu a Secretaria de Cultura e já tem gente pregando sua demissão. Para variar, os que pedem sua cabeça são os representantes das trevas de sempre, que têm por trás o astrólogo Olavo de Carvalho. Tudo porque Regina já demitiu vários olavistas que se abrigavam na secretaria e de lá destilavam o ódio no setor cultural, mantendo um confronto interminável com a classe artística. Bolsonaro, contudo, pensa em readmiti-los para satisfazer o guru. A atriz, que pensava ter carta branca, quer nomear o produtor Humberto Braga como seu número dois, mas os bolsonaristas não aceitam.

WhatsApp

Tudo porque Braga foi fotografado abraçado ao deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), inimigo figadal dos Bolsonaros. As fotos, inclusive, foram mandadas ao WhatsApp do presidente. Ele ficou possesso. Mas Regina insiste na nomeação. Ela julgou ter autonomia, conforme Bolsonaro chegou a lhe prometer no início, mas tudo indica que não terá.

Racismo

A luta de Regina será em vão no caso de Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares. Ela quer demiti-lo. Bolsonaro não aceita. Foi Camargo quem disse que não houve escravidão no Brasil e os negros reclamam de racismo porque são imbecis. E ele é negro, mas politicamente incorreto. Regina conseguirá virar o jogo, como Moro?

Ponte aérea Rio/São Paulo

Divulgação

Os governadores João Doria (SP) e Wilson Witzel (RJ) estão articulando a criação da ponte aérea RJ/SP na política. Os dois podem se unir para derrotar Bolsonaro em 2022. Doria propõe que Witzel apóie a candidatura do ex-ministro Gustavo Bebianno a prefeito do Rio pelo PSDB e, lá na frente, os dois subiriam no mesmo palanque contra a reeleição de Bolsonaro: seria candidato quem dos dois estiver melhor.

Rápidas

* Bolsonaro cancelou a viagem que faria em abril à Polônia, Hungria e Itália – todos governados pela direita. Está com medo de pegar o coronavírus, que atinge os mais idosos. Mas não cancelou a ida aos EUA para se encontrar com Trump: Estados Unidos acima de tudo.

* Com o dólar turismo custando mais do que R$ 5,00, agora não são só as domésticas que não podem ir a Miami. Também as patroas dançaram. Com o dólar caro, só passeios para Praia Grande, no litoral sul de São Paulo.

* O general Décio Brasil foi demitido do cargo de secretário do Esporte. Em seu lugar foi nomeado Marcelo Magalhães, padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro, que tenta se livrar das acusações de malfeitos no Rio.

* Os deputados evangélicos estão furiosos com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que deseja implantar os cassinos no Brasil. Antônio, que balança por causa do laranjal mineiro, vai comprar essa briga?

Retrato falado

O racha na equipe econômica ficou claro. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, fez um desabafo público ao comentar o anúncio do PIB em 1,1%, dizendo que não era normal um crescimento tão pífio. Confessou que não tem dormido direito por causa disso. Paulo Guedes, por sua vez, disse que o pibinho já era esperado e não via razão para Mansueto ficar tão incomodado. Bolsonaro também fez pouco caso do pibinho e até mandou um palhaço comentá-lo. O governo virou piada.

Em queda livre

A economia brasileira está enfrentando um momento turbulento. E não é só por conta do coronavírus, que está empurrando para baixo toda a economia mundial, sobretudo pelo baque no crescimento chinês. É por problemas domésticos mesmo. Estão faltando atitudes mais enérgicas da equipe do ministro Paulo Guedes e, principalmente, de ações mais dinâmicas de Bolsonaro. O que está derrubando a economia brasileira é a inexistência de medidas efetivas no sentido de mandar as reformas tributária e administrativa para o Congresso. Sem elas, o Brasil não vai para a frente: 2019 poderia ser melhor, mas não o foi porque o governo demorou para aprovar a Reforma da Previdência.

Toma lá dá dá

Claudio Andrade/Câmara dos Deputados

Como a senhora vê a crise envolvendo policiais de vários estados por aumentos?
Os policiais são muito desvalorizados. O que se paga para um policial militar não condiz com o seu valor. Os governadores precisam reconhecer a importância das forças de segurança pública.

É certo que os policiais façam greve para reivindicar aumentos?
Tudo que é contrário à lei não pode ser considerado certo. Nossa Constituição é clara nesse aspecto.

A senhora defende que os policiais rebelados tenham direito à anistia?
Anistia talvez não seja o melhor termo. Dentro dos direitos constitucionais, os policiais devem ser responsabilizados pelas faltas cometidas. No caso do Ceará, isso deve ser feito sem perseguições

Pibinho

No final do ano passado, falava-se em crescimento do PIB de até 2,5%. Agora, bancos estrangeiros já estimam uma alta de apenas 1,5%. Bolsonaro não aproveitou nenhuma das oportunidades de fazer o Brasil crescer mais em 2020 e, agora, para piorar, ameaça demitir Guedes se a economia não melhorar até julho.

O recorde de São Bernardo

Divulgação

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, esteve na segunda-feira 9 em Miami, para receber uma condecoração dos organizadores do Guinness Book: a sua cidade foi a que mais arrecadou óleo usado em todo o mundo em 2019. A prefeitura coletou 53 mil litros nas escolas municipais. O óleo foi transformado em sabão e doado aos alunos.

Meio ambiente

Morando explica que a ação teve como objetivo evitar que o óleo usado fosse jogado no meio ambiente, contaminando o solo e as águas. Esse produto descartado irregularmente contribui para a proliferação de vetores de doenças, como ratos e baratas, trazendo riscos à saúde. Os rios da cidade abastecem a Represa Billings, maior reservatório de SP.

Meninos vestem azul

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Bolsonaro recebeu o apoio de empresários na Fiesp na quinta-feira 5. Foi um ato tímido. Poucos empresários presentes. Havia mais ministros e assessores de Bolsonaro do que empresários. Chamou a atenção a presença de apenas uma mulher no evento, vestindo rosa. Todos os demais vestiam azul. Damares não foi.


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