Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

Marcella Maia, que fez o papel da Morte em Quanto Mais Vida, Melhor!, considera que o papel trouxe um momento “catártico, solitário, e de amadurecimento profissional”.

“Sabia da importância de fazer um trabalho desses na televisão, já que no Brasil as novelas trazem muito reconhecimento para os atores. E a gente se cobra e é muito cobrado por isso, principalmente no meu caso. Eu tive o meu cenário próprio, o meu arco da novela, da trama toda. Foi bem bacana. Estou feliz pelo meu trabalho”, disse à Marie Claire nesta segunda-feira (27).

Ela, que é uma mulher trans, leva as suas bandeiras para o audiovisual. “Muitas coisas aconteceram durante esse período da minha vida e, hoje, a transfobia não me afeta diretamente, porque tenho a passabilidade. Ou seja, eu passo batida. Só que me afeta ver outras pessoas da comunidade ainda sofrendo”, contou.

Mesmo assim, a atriz e cantora A Maia não se sente completamente segura. “Encontrei esse modelo em Caraíva. Ele começou a incitar o ódio contra o meu corpo. Foi horrível, vi minha vida ali por um fio, mas consegui escapar”, desabafou.

A Maia é brasileira e veio de Portugal para atuar na trama, mas não se sente segura por aqui.“O Brasil é o país que amo, a minha casa, onde está toda a minha família, e eu não consigo sair na rua sozinha. Posso estar no condomínio, posso estar na Barra. Não consigo sair de casa sozinha, e isso é algo que já venho tratando com os meus terapeutas”, revelou.