Comportamento

A inovação na pandemia

Se o consumidor não pode sair para fazer compras por conta da pandemia, os mercadinhos mudam-se para os condomínios em busca dos clientes

Crédito: GABRIEL REIS

NOVOS HÁBITOS O uso de drones para auxiliar na venda de imóveis (abaixo), oferta de produtos de primeira necessidade nos condomínios (acima) e aulas de ginástica por aplicativos (abaixo) fazem parte do “novo normal” dos consumidores (Crédito: GABRIEL REIS)

Divulgação

No isolamento social imposto pela Covid-19, as plataformas digitais transformaram-se em grandes aliadas das empresas fornecedoras de bens e serviços para atender milhares de consumidores que estão trancados em suas casas e apartamentos. Com iniciativas para garantir o mínimo de conforto e praticidade ao consumidor, empresas que operam dentro do popular vending machine e modelos de marketing nos ambientes corporativos, encontraram soluções que passaram a fazer parte do “novo normal”. Elas viabilizaram a chegada dos minimercados a condomínios residenciais, que já fazem parte da rotina dos moradores desses conglomerados habitacionais. Normalmente, esses mercadinhos são instalados em salões de festas, garagens ou hall de entrada dos prédios.

Com experiência na gestão de pontos de vendas, a Vendify instalou mercadinhos em 25 condomínios da capital paulista em apenas 75 dias, período em que a quarentena esteve mais rigorosa. A ideia de, um dos sócios do negócio, criar uma opção ao fato de que o ambiente corporativo, onde atuava, esvaziou-se durante o isolamento social que motivou o trabalho em home-office. “Se está todo mundo em casa, vamos atrás desses clientes”, explicou Peres.

Visitas virtuais

Além de compras de alimentos básicos, os moradores de condomínios também não precisam sair de casa para comprar ou alugar um imóvel novo. O segmento imobiliário criou um serviço para atender os clientes sem que eles saiam de casa para visitar os empreendimentos onde gostariam de vir a morar. As imobiliárias filmam os imóveis com drones, captam imagens de todo o interior e fornecem o material em 3D, como se o cliente estivesse fazendo um tour virtual. “Até a pandemia, as visitas eram presenciais. Agora, as visitas passaram a ser de 95% a 100% virtuais”, diz Guilherme Sawaya, da Cyrela.

Outro nicho aberto à inovação digital é o da saúde. Em maio, a rede Prevent Senior criou um sistema de drive-thru para coleta de exames laboratoriais, sem que o paciente precise sair de casa. Já a Magic Fitness é outra plataforma que vem oferecendo alternativas para quem deseja se exercitar e não pode freqüentar as academias, fechadas por conta da pandemia. A empresa fornece aulas online personalizadas por R$ 35. Esses serviços criativos estão dando tão certo, que dificilmente deixarão de compor o cenário comercial, mesmo após o fim da pandemia.

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