A ideologia do vírus

Não estou no grupo dos que desejaram a morte de Bolsonaro quando ele foi à mídia informar que estava com a Covid-19 na terça-feira, 7. Também não estou entre os que condenaram o jornalista da “Folha”. Afinal, o presidente tripudiou sobre a doença e ofendeu familiares dos mortos. A questão também é que o próprio Bolsonaro propiciou esse tipo de discussão. A falta de transparência do presidente sobre o seu real estado de saúde permitiram levantar dúvidas. Afinal, ele está ou não doente? Esteve antes, quando os exames deram negativo, feitos usando nomes falsos, em março, quando voltou dos Estados Unidos com dezenas de pessoas da comitiva contaminadas? Ele não joga claro e até seu quadro de saúde é manipulado ideologicamente.

Em março, ele tinha sintomas visíveis de estar doente (tossia intensamente e limpava o nariz com a mão em público, sem usar máscaras e sem respeitar o distanciamento social). Até os ministros próximos, como o general Augusto Heleno, e seu motorista particular, se infectaram. Ele negou que estivesse doente. Agora vem a público dizer que está com o vírus. Sem nenhum médico a corroborar o diagnóstico, afirma, com todas as letras, que se automedicou. Explica que tomou cloroquina às 17h e à meia-noite já estava bom. No dia seguinte, ainda segundo ele mesmo assegurou, já estava curado. Milagre do Messias.

Todos, no Brasil e no exterior, levantaram suspeitas fundamentadas de que possivelmente ele não estava doente coisa nenhuma e que seu objetivo era “vender” cloroquina, sua obsessão ja foi banida no mundo, inclusive nos Estados Unidos. Donald Trump, sem saber o que fazer com um gigantesco estoque do remédio, mandou 2 milhões de comprimidos ao Brasil, para o amigo Bolsonaro usar nas cobaias brasileiras atingidas pela pandemia. Bolsonaro, que já tinha importado toneladas de matéria-prima da Índia, determinou que o Exército fabricasse milhões de cápsulas da droga a todo vapor.

Tudo isso, na contramão dos médicos e da OMS. Os cientistas já disseram que esse medicamento é ineficz e perigoso para o tratamento da Covid. Mesmo assim, o presidente se transformou no garoto-propaganda do produto farmacêutico, que só é bom para malária, lúpus e artrite. Agora, quer empurrar esse embuste goela abaixo do povo, pelo menos dos insanos que ainda acreditam nele. Por toda a roleta russa que Bolsonaro faz com o vírus é que não estou no grupo dos que desejam sua morte, mas entre os que torcem para que vá à óbito essa manipulação genocida do coronavírus no Brasil.

Bolsonaro quer empurrar esse embuste da cloroquina goela abaixo do povo, pelo menos dos insanos que ainda acreditam nele

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