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“A gente tá vivendo uma pausa”, diz Emanuelle Araújo sobre quarentena

“A gente tá vivendo uma pausa”, diz Emanuelle Araújo sobre quarentena

Na última quarta-feira (22) a atriz, compositora e cantora Emanuelle Araújo foi a convidada de live da IstoÉ Gente. Na conversa com Rafael Ferreira, a baiana falou sobre a sua carreira e de seus projetos de presente e futuro.

Um dos seus próximos papéis será na montagem brasileira do musical Chicago, sucesso da Broadway, que teve sua estreia em 1975 com letras de Fred Ebb e Bob Fosse. O musical, que ia estrear ainda no primeiro semestre deste ano, foi adiado e ainda está sem data para apresentação. No musical, Emanuelle interpretará o papel de Velma Kelly. No entanto, independente do adiamento, a atriz continua focada na peça fazendo aulas de balé clássico, canto lírico e ioga. “Não consigo ficar sem me mexer”, diverte-se.

Emanuelle ingressou no teatro em Salvador, sua terra natal, aos 10 anos de idade, na Companhia Interarte, aos 13 apresentou o programa infantil Via Láctea, na TV Aratu, e colecionou alguns espetáculos no currículo, como os tradicionais ‘A Bruxinha que Era Boa’ e o ‘O Gato Malhado e Andorinha Sinhá’. Integrou também o elenco de ‘Pare para Decidir – o musical’ e ‘Dançar Bahia’, com direito a turnê internacional. “O grupo acrescentou muito na minha vida”, diz.

Emanuelle Araújo se tornou conhecida nacionalmente em 1999 após substituir Ivete Sangalo como vocalista da Banda Eva, onde ficou por apenas dois anos e meio depois da sua chegada ao grupo. “Tinha um desejo de trabalhar a pluralidade da arte de teatro, de cantar e seguir uma carreira solo, no sentido de ter escolhas mais plurais “, explica.

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Em 2004, ela fundou a banda de samba-rock Moinho, com a percussionista Lan Lanh e o guitarrista Toni Costa, na qual é vocalista atualmente e vem construindo a ideia antiga de fazer um disco. “É um projeto que a gente tem discutido. O Moinho é um casamento aberto”, brinca.

Em 2006, Emanuelle estreou sua primeira novela da Globo, ‘Pé na Jaca’, que lhe abriu portas para outras tantas produções para telinha como ‘A Favorita’, ‘Cama de Gato’, ‘Cordel Encantado’, ‘Gabriela’, ‘Malhação: Sonhos’ e ‘Órfãos da Terra’, além da participação em filmes e, mais recentemente, na primeira comédia brasileira da Netflix, ’Samantha”. O seriado mostra as loucuras e inúmeras tentativas da ex-estrela mirim voltar à fama que tinha quando era a líder da Turminha Plimpom. Ela admite que é seu personagem preferido. “Foi um dos momentos mais incríveis da minha vida. Lidar com a fama requer cuidado para dentro e para fora”, diz.

Na carreira musical solo, ela gravou, em 2016, seu primeiro trabalho “O Problema É a Velocidade”. O álbum conta com o toque refinado do produtor Kassin e é composto por 12 canções escritas por Arnaldo Antunes, Zeca Veloso, Paulinho Moska, entre outros. Três anos depois de alçar-se ao mercado musical do samba e do swing pop latino do primeiro álbum, ela gravou seu segundo disco solo, em um estúdio do Brooklyn, nos Estados Unidos, com os músicos norte-americanos Ben Zwerin, baixista, e  o baterista Bill Dobro, além do músico brasileiro Guilherme Monteiro –  “Quero Viver Sem Grilo – uma Viagem a Jards Macalé“. O disco, lançado no Brasil em fevereiro deste ano, é um tributo ao cantor carioca. “Macalé é um dos maiores gênios do país. Ele sempre resistiu a qualquer tipo de repressão e a todos os rótulos. A poesia dele me acompanha há muitos anos. Conheci sua obra ainda adolescente, sempre me tocou muito no íntimo. A música, a atitude e a forma como expressa na nossa arte brasileira. Esse é um disco em que me coloco diante de uma grande liberdade criativa”, avalia.

Na troca de ideia na live, a atriz e cantora baiana divide o cotidiano da quarentena entre a labuta “de dona de casa”, estudos de filosofia ioga, projetos e reflexões. “A gente tá vivendo uma pausa, o que não é ruim. Será que vale a pena não ter um momento para respirar?”, filosofa. Emanuelle ensaia, à distância, o filme “O Meu Sangue Ferve por Você“, a história de vida do cantor Sidney Magal e aguarda a estreia de quatro longas. “Apesar de toda essa tristeza que tá acontecendo no mundo, eu tenho fé que essa loucura movimenta alguma coisa dentro da gente”, finaliza.

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