Thiago Lucas Foto Divulgação Com voz meiga e doce e jeito educado, a atriz Carol Macedo, de 18 anos, chega a destoar da periguete autoritária Solange, da novela ?Fina Estampa?. A atriz falou com Gente como tem sido viver aos 18 anos de idade uma aspirante a princesinha do funk no horário nobre. Vaidosa, Carol conta que apesar do visual ousado e das roupas de tamanho mínimo, ela não se deixa intimidar diante dos colegas de trabalho e da equipe de produção do sexo masculino. ?Não tenho problema com essa exposição do corpo, por vezes até excessiva para alguém da minha idade. Falo isso porque quando entro no estúdio eu viro a Solange, deixo a Carol lá fora. Eu vivo essa garota apaixonada por funk e me sinto à vontade. Todos lá dentro também me respeitam e colaboram para isso. Eu também tento descontrair fazendo brincadeiras com o visual da personagem. Sempre chego brincando, dançando as coreografias de funk. Então acho que já me acostumei com essa sensualidade?. Radicalmente diferente de seu último papel na TV, o da garota boazinha que era abusada pela avó, a Kelly, em Passione, Carol conta que a Solange de Fina Estampa está sendo uma grande oportunidade e um gostoso exercício em sua profissão. ?E confesso que essa personalidade forte dela tem conquistado um retorno maior do grande público. Vejo isso nas ruas. Muitas mães também me param na rua porque acham a personagem divertida?. Diferentemente de boa parte das meninas de sua idade, a atriz assume que se sente bem em relação a seu corpo e diz que atualmente não mudaria nada. ?Eu brinco sempre com isso, dizendo que se eu não me achar bonita quem vai me achar? Gosto do meu corpo do jeito que é. Claro que tenho defeitos, mas nada que me deixe pra baixo e que sonhe em mudar?. Sobre a parte do corpo que mais gosta ela aponta o rosto. ?Gosto mais dos meus olhos e da minha boca porque são grandes e ao mesmo tempo harmônicos?. Apesar do corpo nunca ter sido uma questão, ela conta que teve que se dedicar a três meses de muita musculação e uma alimentação reforçada para poder ?encorpar? para viver a Solange. ?Como ela tem um visual mais mulher que de garota, precisei entrar na academia e estou até hoje malhando. Deu resultado porque de 46kg passei a pesar 55kg!E estou gostando. Já queria malhar antes então está sendo ótimo?. Apesar de nunca ter malhado antes, ela revela que sempre foi uma menina vaidosa, desde os sete anos de idade, quando começou a gravar comerciais para TV. ?Sempre fui muito vaidosa. Gostava de me cuidar desde pequena. Minha mãe me ensinava a cuidar da pele, dos cabelos e a fazer a maquiagem. E nesse meio em que trabalho, imagem conta muito. Então eu me cuido mesmo. Mas tive sorte de ser magra por natureza. Nunca tive que me dedicar a dietas e exercícios físicos. Só agora por conta desse trabalho?. Para viver a carioca apaixonada pelo funk, Carol teve também que abandonar o sotaque paulista e aprender as gírias da capital fluminense. ?Acho que esses foram meus maiores desafios. Tive que mudar o sotaque e aprender a usar as gírias certas para não fazer feio como uma carioca?. Outro desafio foi aprender sobre o universo do funk. ?Tive que partir do zero porque eu não conhecia nada. Pesquisei muito na internet, assistindo aos vídeos, danças, e grupos de funk. Só conhecia o básico, o que todo mundo já viu e ouviu como o Bonde do Tigrão, Claudinho & Buchecha, enfim, essas mais conhecidas mesmo?. Ela se diz feliz com a oportunidade de poder mostrar um lado do funk carioca não tão negativo. ?Estou mostrando na TV que o funk não tem só o lado errado. Existem músicas boas, sem palavrões, e com uma boa batida. Acho bacana porque sei que com o alcance que temos, agente acaba se tornando um espelho para muitas pessoas?. Sobre as coreografias que aparece dançando tão à vontade na novela, ela conta que boa parte da naturalidade se deve a intimidade com a dança e ao gosto que tomou pela batida animada do estilo musical. ?Fiz aulas de dança durante muito tempo quando era mais nova, até meus 12 anos. Sempre gostei de dançar. Mesmo depois que deixei de fazer as aulas, eu continuava treinando em casa. Chegava a dançar sozinha ou com amigas clássicos como o Bonde do Tigrão, Claudinho & Buchecha e É o Tchan!?. Ela explica que as coreografias são montadas por ela e as outras quatro dançarinas que são alunas do coreógrafo da Globo, Fly. As meninas gravam com Carol e uma vez por semana criam danças diferentes. ?Agente se inspira em várias cantoras de funk como a Andressa Soares, a Valesca Popozuda, e muitas outras. Pegamos um pouco de cada como se a personagem fosse fã de todas elas?. A atriz disse ainda que antes de começar a gravar, chegou a falar ao telefone com a própria Valesca e a Andressa Soares, a Mulher Melancia. ?O papo com elas ajudou a construir a personagem, a entender um pouco esse universo tão rico e forte em nosso país, principalmente aqui no Rio de Janeiro?. Como mora em São Paulo na casa dos pais, no bairro Casa Verde, a atriz conta que boa parte do tempo gasta com a ponte aérea Rio-SP, mas que quando consegue um tempo livre, faz o possível para estar com os pais e amigos. ?Tento aproveitar o pouco tempo livre que tenho com a minha família e amigos. Quando não estou com meus pais, tento marcar de ir na casa de alguma amiga para colocar o papo em dia ou fazer uma reuniãozinha com várias amigas na casa de uma delas. Em São Paulo também fazemos muitos churrascos nos finais de semana, sempre ao ar livre?. Se estivesse na pele dos pais de Solange, Carol diz que antes de tomar a decião de liberar ou não a filha para os bailes, ela teria antes que saber exatamente do que se tratam. ?Eu ia tentar antes conhecer o lugar que ela quer ir. Acho que se fosse uma área de barra pesada ou com funks proibidos eu não ia deixa-la ir, pelo menos não até ela atingir a maioridade. Acho que os pais tem a obrigação de fazer o que podem para proteger seus filhos. Mas se fosse algo tranquilo, um ambiente sem riscos e nada ilegal, eu ficaria tranquila. Não dá para ter preconceitos sem antes conhecer. Existem bons lugares com música de funk?. Siga Gente no Twitter!