Economia

À frente do BC, Pastore enfrentou crise da dívida externa


O economista e colunista do jornal O Estado de São Paulo, Affonso Celso Pastore, nasceu em São Paulo, em 19 de junho de 1939, e terminou sua graduação na Universidade de São Paulo no início dos anos 60. “A economia sempre me atraiu e nunca me arrependi de ter entrado nessa profissão”, diz. Ao concluir o doutorado no fim daquela década, ele optou por estudar como a agricultura poderia contribuir para o desenvolvimento econômico do Brasil.

Iniciou sua vida pública em 1966, como assessor do então secretário da Fazenda do Estado de São Paulo Antônio Delfim Neto, seu ex-professor na USP. No ano seguinte, integrou a equipe de assessores de Delfim quando ele se tornou ministro da Fazenda.

Mais tarde, teve passagens pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e assumiu a coordenação de pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas (IPE), ligado à USP.

Convidado pelo à época ministro da Fazenda Ernane Galvêas, Pastore comandou o Banco Central entre 1983 e 1985, durante o governo Figueiredo, no fim do regime militar.

“Há um marco na vida profissional de Pastore: sua passagem pelo Banco Central. Ele se dedicou às negociações com os banqueiros credores e com o FMI, na tentativa de amenizar os efeitos da crise externa dos anos 80. Ajudou a deixar para trás a recessão”, lembra o economista José Júlio Senna, ex-diretor da Dívida Pública e Mercado Aberto do Banco Central.

Após deixar o BC, tornou-se conselheiro consultivo da Caterpillar do Brasil. “Ele mergulhou, então, em pesquisas empíricas, voltadas para entender os fenômenos associados a uma inflação na casa dos 200%. Os resultados estão reunidos em Inflação e Crises, livro de leitura indispensável a todos os interessados na macroeconomia brasileira. São 80 anos muito frutíferos”, diz Senna.

No fim dos anos 90, Pastore passou a atuar como professor titular da Escola de pós-graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e também no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibemec).

Atualmente, dedica-se à consultoria A. C. Pastore e Associados, especializada em análises macroeconômicas aplicadas, onde também trabalha sua mulher, Maria Cristina Pinotti.

A colunista do jornal O Estado de São Paulo, Zeina Latif, que é ex-aluna de Pastore, comenta que o professor foi uma das inspirações para que ela seguisse a carreira de economista. “Os problemas econômicos do País invadiam nossas casas, e eu, ainda menina, ficava curiosa para entender o que dizia aquele senhor austero que era presidente do Banco Central”, diz.

“Na pós-graduação, decidi fazer pesquisa na área monetária e a USP oferecia o que tinha de melhor: Pastore. Sua análise tinha grande rigor analítico. Como acadêmico, fez grandes contribuições e, como consultor, se sobressai pelo zelo com a observação dos dados e a análise empírica. É um economista que não foge do debate econômico. Alguém que entende sua missão e se importa com o Brasil. Tenho pelo professor Pastore profundo respeito e gratidão.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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