Comportamento

A febre do Clubhouse

Rede social de conversas por áudio viraliza no Brasil e já vale mais de US$ 1 bilhão. Empreendedores valorizam o acesso direto a investidores e celebridades

Crédito: Frank Hoermann/SVEN SIMON

FAMOSOS Clubhouse: app virou febre entre os famosos e já vale mais de R$ 1 bilhão (Crédito: Frank Hoermann/SVEN SIMON)

A rede social do momento mistura elementos de podcast, grupos de áudio por Whatsapp e o velho e bom rádio. O Clubhouse, plataforma baseada em bate-papos trocados por usuários em tempo real, e divididos por salas temáticas, é a nova febre do mundo digital. O aplicativo estimula a interação e a troca de ideias, além do compartilhamento de experiências. Alguns entram para fofocar, outros para aprender. O que há em comum é uma verborragia excessiva que pode soar caótica aos recém-chegados. Ficou interessado? Calma, pois nem tudo é tão fácil assim. Para entrar no app é preciso receber o convite de alguém cadastrado – cada participante pode convidar apenas duas pessoas – e ter um celular da Apple, uma vez que ainda não está habilitado para usuários de Android, sistema mais usado no mundo.

Jogada de marketing para vender exclusividade ou simples limite do sistema? Talvez um pouco dos dois, mas a verdade é que o interesse pelo Clubhouse disparou no Google e cresceu 525% em apenas uma semana. O impulso foi provocado por uma conversa realizada dentro da plataforma em 31 de janeiro entre Elon Musk, o homem mais rico do mundo, e Vlad Tenev, fundador do aplicativo de investimentos Robinhood. Personalidades como o rapper Drake e a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey estão cadastradas no app – no Brasil, celebridades como a cantora Anitta e o youtuber Felipe Neto já garantiram sua presença e atraem um grande público.

“Imagine falar com o presidente do STF ou a Anitta? É uma grande oportunidade para dialogar” Bruno Pedro, publicitário

Segundo Pedro Bom, publicitário especialista em Marketing Jurídico, o novo app pode revolucionar as relações digitais. “Imagine ter a possibilidade de conversar com o presidente do STF ou a Anitta? É uma grande oportunidade”, diz. O sistema democrático chama atenção. Em salas de bate-papo com até cinco mil pessoas, até existe uma hierarquia natural, mas teoricamente qualquer um pode falar: basta pedir permissão e ser autorizado pelos moderadores do conteúdo.

Apesar da euforia no Brasil e nos EUA, o app foi proibido na China, decisão tomada após o governo local descobrir que seria impossível monitorar as milhares de conversas simultâneas. “Há muitas dúvidas em relação ao que pode ou não ser discutido no Clubhouse, mas não acho que será necessário criar novas leis para tratar exclusivamente do seu conteúdo”, afirma João Almeida Prado, especialista em Direito Digital. Febre ou modismo? É preciso aguardar para ver se o aplicativo veio para ficar ou se é mais uma rede social formada por um monte de gente disposta a jogar conversa fora.


+ Rapper implanta diamante de R$ 128 milhões no rosto
+ PR: Jovem desaparecida é encontrada morta; namorado confessa crime
+ Galo bota ovos e surpreende moradores de Santa Catarina

Veja também

+ Aprenda a preparar o delicioso espaguete a carbonara
+ Vídeo: o passo a passo de como fazer ovo de Páscoa
+ Cientistas desvendam mistério das crateras gigantes da Sibéria
+ Sexo: saiba qual é a melhor posição de acordo com o seu signo
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Como fazer seu cabelo crescer mais rápido
+ Vem aí um novo megaiceberg da Antártida
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Cataratas do Niágara congelam e as imagens são incríveis
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Editora estreia com o romance La Cucina, uma aventura gastronômia e erótica