A semana

A fé e a pandemia

Crédito: Claudio Furlan/LaPresse

CERIMÔNIA Na Lombardia, na Itália, o padre Giuseppe Corbari realizou uma missa para selfies de paroquianos. (Crédito: Claudio Furlan/LaPresse)

APOIO No Rio de Janeiro, o Cristo foi iluminado com bandeiras de todos os países do mundo (Crédito:Wagner Meier)

Nos tempos em que a assustadora doença do coronavírus se espalha pelo mundo, os mais religiosos estão encontrando métodos criativos para exercerem a fé durante o isolamento social. No norte da Itália, uma das regiões mais afetadas pelo vírus no mundo, o padre Giuseppe Corbari celebrou uma missa para selfies dos paroquianos que geralmente frequentam o local, devidamente impressas e fixadas nos bancos da Igreja. No país, todas as cerimônias religiosas públicas estão proibidas desde 8 de março por causa do grande risco de contágio em aglomerações. O padre afirmou que teve esta ideia porque achava muito triste ter que celebrar a missa sozinho e que dessa forma se sentia menos solitário. No Brasil, outra imagem que rodou o mundo: o Cristo Redentor foi iluminado com bandeiras de todos os 150 países que estão enfrentando a pandemia, uma iniciativa para enviar fé e esperança para todos. As pessoas não puderam acessar o local, pois no Rio de Janeiro também há restrições para aglomerações.

QUADRINHOS
O primeiro banho de Cascão

A Turma da Mônica anunciou por meio de suas redes sociais que o personagem Cascão, notoriamente conhecido por não manter hábitos de higiene e não gostar de água, tomou o seu primeiro banho. A brincadeira faz parte de uma campanha muito séria, que visa conscientizar a população a respeito da importância de lavar as mãos e conservar maior atenção à higiene pessoal, tudo em prol de diminuir a proliferação do coronavírus. A medida é a orientação profilática mais eficiente para conter o avanço do vírus.

OLIMPÍADAS
A tocha solitária

ARIS MESSINIS

Meses antes de cada olimpíada, uma grande cerimônia para entrega do fogo olímpico dos gregos ao país sede marca o calendário do evento, geralmente seguida de um tour da tocha pelo território. Este ano, por conta da pandemia, foi diferente. A cerimônia foi realizada com portões fechados na Grécia. O fogo seguirá para Tóquio, onde estão previstas as competições deste ano. O tour da tocha foi cancelado em terras gregas, mas os japoneses afirmaram que seguirão com a programação no oriente. No Japão, a situação do coronavírus está relativamente controlada. O Comitê Olímpico Internacional segue confiante de que os jogos não serão cancelados.

REBELIÕES
Veto a saídas gera fuga de mais de 1300 presos

Divulgação

Uma ordem da Justiça de vetar a saída temporária de presos em regime semiaberto, como tentativa de evitar a propagação do coronavírus para dentro das penitenciárias, gerou revolta em diversos presídios do Estado de São Paulo. O benefício que estava previsto aos detentos, que no dia-a-dia trabalham fora da prisão e retornam a noite era a saída durante a Páscoa. Ao menos 1300 fugiram dos presídios de Mongaguá, Porto Feliz, Tremembé e Sumaré. Em Mirandópolis, incêndios foram registrados mas nenhum detento fugiu. Até a quinta-feira 19, pouco mais de 720 haviam sido recapturados pela Polícia Militar. Apesar das rebeliões, a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado manteve a decisão, afirmando que é uma medida necessária, pois os 34 mil presos em regime semiaberto em São Paulo representam um potencial elevado para aumentar o número de casos da infecção dentro dos presídios.

JUSTIÇA
MPF denuncia seis pela morte de Herzog

Divulgação

O Ministério Público Federal em São Paulo anunciou a denúncia de seis pessoas pela morte do jornalista Vladimir Herzog. Os denunciados são dois ex-militares, dois médicos legistas, um ex-agente de saúde e um promotor aposentado da Justiça Militar. A promotoria afirma que os crimes foram cometidos em um contexto de ataque sistemático do Estado brasileiro à população civil e, por isso, não se submeteriam à Lei da Anistia — uma grande discussão entre normas internacionais e brasileiras. Herzog foi assassinado em 1975 nas dependências do DOI/Cod, com o órgão afirmando que ele teria se suicidado. Uma versão contestada praticamente desde que foi apresentada e, acima de tudo, absurda.