Com apenas um gol em dois jogos, a seleção francesa precisa despertar no ataque contra a já eliminada seleção polonesa para conquistar a primeira colocação do grupo D, nesta terça-feira (25) às 13h (horário de Brasília), em Dortmund, onde se aguarda a volta do capitão Kylian Mbappé.

Com quatro pontos, os ‘Bleus’ já estão classificados para as oitavas de final, mas precisam levantar o moral de um setor ofensivo em dificuldades desde o início da competição.

No empate em 0 a 0 contra a Holanda, o técnico Didier Deschamps contou com a habitual força defensiva da sua equipe que lhe permitiu, como sempre, ir muito longe.

Mas a ineficácia crônica dos seus jogadores diante da baliza no momento em que Mbappé está ausente é uma preocupação real.

Alcançar o primeiro lugar do grupo é fundamental para evitar outros grandes do continente nas próximas rodadas, por isso reequilibrar o desempenho ofensivo e defensivo será vital contra a Polônia.

A atual vice-campeã mundial balançou a rede apenas uma vez em dois jogos, um gol contra na vitória sobre a Áustria (1-0) na primeira rodada após uma jogada de Mbappé.

Se terminar em segundo no grupo, a França poderá se cruzar mais cedo com Espanha, Portugal ou a anfitriã Alemanha, que já se classificaram para as oitavas.

“Para vencer é preciso marcar”, resumiu com uma frase simples o técnico Deschamps, sobre os problemas da sua equipe.

Do outro lado estará uma seleção polonesa muito decepcionante. Foi a primeira a ser eliminada, após duas derrotas, com seu astro Robert Lewandowski tendo jogado apenas alguns minutos na derrota por 3 a 1 diante da Áustria, depois de sofrer problemas musculares que o deixaram de fora da estreia.

O despertador para os ‘Bleus’ pode ser o retorno de Mbappé, que quebrou o nariz nos minutos finais do duelo contra a Áustria, razão pela qual não jogou contra a Holanda. Com a máscara finalmente bem ajustada, o novo jogador do Real Madrid aguarda o sinal verde para voltar a entrar em campo.

– Mbappé “cada vez melhor” –

Para testar sua máscara, Mbappé participou no sábado de um treino contra um time juvenil do Paderborn, cidade onde os ‘Bleus’ treinam, não muito longe de sua concentração.

No domingo, fez uma sessão bastante leve e tudo indica que voltará a jogar na terça.

“Ele está cada vez melhor. Hoje (segunda-feira) ele se sente melhor do que ontem e anteontem. Isso é normal, já que ele está treinando. O hematoma murchou e ele está se acostumando com a máscara”, declarou Deschamps nesta segunda-feira.

“Obviamente ele prefere jogar sem ela (a máscara), mas não tem escolha. Isso não vai mudar nada para ele, sabemos que ele estará pronto quando entrar em campo”, observou o meio-campista Aurélien Tchouaméni no domingo.

“Quando tive que usar máscara, me incomodava (…). Foi complicado, não conseguia enxergar bem e reduziu meu campo de visão”, explicou Lewandowski nesta segunda-feira.

O astro da Polônia e do Barcelona, que se despedirá da Eurocopa nesta terça-feira, manifestou o desejo de continuar a jogar pelo seu país: “Em breve farei 36 anos e imagino que muitos estejam fazendo perguntas sobre o fim da minha carreira, mas mantenho a chama acesa e vou continuar”.

Embora seja o terceiro jogo em oito dias, é improvável que Deschamps faça alterações no seu time titular, além da recuperação de Mbappé.

O técnico da seleção francesa está montando uma equipe “para buscar a classificação na melhor posição possível”, disse ele em entrevista à televisão no domingo. “Sabendo que a partir daí teremos um pouco mais de tempo de recuperação”, acrescentou.

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