A divisão do DEM

Crédito: Douglas Gomes Photography

MINISTRO DA DISCÓRDIA A escolha de João Roma para o ministério provocou grande confusão no DEM (Crédito: Douglas Gomes Photography)

Após ter implodido o Congresso com a eleição de Arthur Lira para a presidência da Câmara, Bolsonaro detona nova crise no Democratas, um dos partidos que vinham se opondo ao governo, sobretudo mediante a postura beligerante de Rodrigo Maia. Ao nomear o deputado João Roma (foto) para o Ministério da Cidadania, o ex-capitão causou reações adversas no DEM. Ele é o político mais próximo de ACM Neto, o presidente nacional do DEM. Foi chefe de gabinete do então prefeito de Salvador. Com a nomeação de Roma, Maia praticamente chamou ACM de mau caráter, pois a confirmação do cargo mostraria que ele estava em conluio com Bolsonaro. Jogo de cena ou não, ACM nega peremptoriamente que tivesse qualquer coisa a ver com a indicação e rompeu os laços de muitos anos com Roma.

Cizânia

O fato é que Bolsonaro conseguiu atingir seu objetivo: atendeu a uma das exigências do Centrão no toma lá dá cá pela eleição de Lira, já que Roma foi ungido por Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, e, ao mesmo tempo, causou a cizânia no DEM, que ameaçava se compor com João Doria em uma chapa de centro contra ele em 2022.

Jogo duplo

Afinal, ninguém tem dúvidas de que o DEM está com um pé na canoa de Bolsonaro e outro no barco de Doria, que tem como vice Rodrigo Garcia, do DEM, além do apoio dos aliados de Rodrigo Maia. O ex-presidente da Câmara já disse que sairá do DEM, mas até agora não consumou a provável adesão ao PSDB, como o governador de São Paulo deseja.

Aqui me tens de regressso

Wilson Dias/Agência Brasil

Eronildes Vasconcelos Carvalho, conhecida por Tia Eron (Republicanos-BA), voltará à Câmara. Ela assumirá no lugar de João Roma nomeado novo ministro da Cidadania no lugar de Onyx Lorenzoni, que, por sua vez, foi para a Secretaria-Geral da Presidência. Tia Eron se notabilizou em 2016 ao dar o voto decisivo para a cassação de Eduardo Cunha. Por ora, ela é aliada de Arthur Lira, mas nem sempre o Centrão é unido.

Retrato falado

“Até o segundo semestre, vamos vacinar a conta- gotas” (Crédito:Divulgação)

Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, garante que a crise sanitária por conta da pandemia poderia ter proporções menores não fosse o “comportamento errático” de Bolsonaro e seus seguidores, que preferem o tumulto à harmonia. “A gasolina do bolsonarismo é a confusão.” Segundo ele, a vacinação enfrentará problemas graves por falta de planejamento do governo federal. “Haverá lapsos na imunização. Teremos vacina semana sim e semana não”, disse.


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Populismo fiscal

Para estabelecer novo auxílio emergencial de R$ 250 por mais quatro meses, o governo quer que o Congresso prorrogue o orçamento de guerra e com isso possa furar o teto. Hoje, o governo não pode gastar mais do que R$ 247,1 bilhões previstos para o déficit público de 2021. Como a extensão do auxílio vai gerar gastos de mais R$ 30 bilhões, Bolsonaro quer que os parlamentares o desobriguem a cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e, assim, possa passar uma “boiada” nos gastos públicos. Uma das artimanhas do presidente será usar o relaxamento fiscal para impor “bondades”, como reduzir o PIS/Cofins que incide sobre o combustível, só para agradar os caminhoneiros.

Privilégios

O certo seria o governo cortar outras despesas para poder se contrapor ao aumento dos gastos públicos determinado pelo novo auxílio emergencial. Entre outras coisas, Bolsonaro poderia acabar com renúncias fiscais, como as que beneficiam o setor petroquímico, ou mesmo suspender reajustes do funcionalismo.

Toma lá dá cá

Flávia Arruda (PL-DF), presidente da Comissão Mista do Orçamento (Crédito:Divulgação)

Como será a negociação para comprar vacinas no orçamento?
O nosso compromisso é dar prioridade para a compra de vacinas. O governo já enviou MPs abrindo crédito extraordinário para o Ministério da Saúde com a finalidade de comprar vacinas. Não faltarão recursos.

Há espaço no orçamento para novo auxílio emergencial?
É inegável que temos milhares de brasileiros que dependem desse benefício para sobreviver. Não vamos negligenciar a urgência e a responsabilidade fiscal que temos com este tema.

Saúde e educação têm perdido recursos desde 2017. Isso pode mudar?
A questão central é enfrentar esse debate com a consciência de que os mecanismos de controle da dívida pública são importantes para o País.

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Casal influente

Divulgação

A deputada Tábata Amaral e o prefeito do Recife, João Campos, pensam até em se casar, mas, antes disso, querem influir na política nacional. Como os dois fazem parte do RenovaBR, onde também Luciano Huck atua, eles articulam o ingresso do apresentador de TV no PSB, partido de Campos. Querem, assim, que Huck dispute a presidência pela legenda.

O mais cobiçado

Além do PSB, Huck foi convidado a entrar no DEM, de ACM Neto; no Podemos, de Alvaro Dias; e no Cidadania, de Roberto Freire. Do DEM ele quer distância, depois que o partido caiu nas graças de Bolsonaro. O Podemos está mais para Sergio Moro. E o Cidadania tem uma verdadeira ideia fixa de tê-lo em suas fileiras, mas ele nunca atendeu ao chamado.

Infidelidade partidária

Gabriel Cabral

O PSL continua a expurgar bolsonaristas das suas fileiras. A última vítima da limpeza no partido foi o deputado estadual Frederico d’Ávila (foto), que acaba de ser expulso por ter cometido vários atos de infidelidade partidária, como o fato de apoiar Bolsonaro contra as orientações da cúpula da sigla.

Rápidas

* João Amoêdo (Novo) faz as contas e diz que se o Congresso cortar na própria carne, o Brasil poderia chegar à economia de R$ 9 bi e, com isso, auxiliar 15 milhões de famílias por três meses: só com a suspensão das emendas parlamentares a economia seria de R$ 5 bi.

* A família Bolsonaro ficou extremamente grata a Doria. Na última sexta-feira, 12, dona Olinda Bolsonaro, de 93 anos, mãe do presidente, tomou a primeira dose da Coronavac em Eldorado, interior de São Paulo, onde mora.

* O secretário da Fazenda de Doria, Henrique Meirelles, deixou o MDB e filiou-se ao PSD. A filiação aconteceu no apartamento de Gilberto Kassab, presidente nacional do partido. Ele quer ser candidato ao Senado por Goiás em 2022.

* A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) promete ir ao STF para barrar os quatro decretos de Bolsonaro que facilitam a compra de armas. “O presidente quer transformar o Brasil em uma praça de guerra”, diz ela.

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