Internacional

A disputa final

Em 11 de abril os equatorianos vão escolher entre a mudança e o continuísmo. Mas o mais importante é levar em consideração a necessidade conter a pandemia

A disputa final

O candidato da direita à Presidência do Equador, Guillermo Lasso, fala com jornalistas durante coletiva de imprensa em 22 de fevereiro de 2021, em Quito - AFP


Mais uma vez o banqueiro Guillermo Lasso, 65, conseguiu chegar ao segundo turno das eleições presidenciais equatorianas. Ele representa o continuísmo político do fracassado governo de Lenín Moreno, cujo desastroso mandato termina em 24 de maio, com 7% de aprovação popular. Lasso é conhecido como o maior representante político da direita no país e como um ardente defensor dos interesses de instituições financeiras dos EUA no Equador.

O Conselho Nacional Eleitoral divulgou que o herdeiro político do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), o economista Andrés Arauz de 36 anos, foi o vencedor do primeiro turno com 32,72% dos votos validos. Lasso ficou em segundo lugar com 19,74%. Agora, o round final está agendado para 11 de abril, quando haverá o segundo turno. Por causa da ampla margem de votos obtida por Arauz a campanha eleitoral Lasso baixou o nível das discussões acusando-o de ter recebido ajuda financeira do Exército de Libertação Nacional da Colômbia. “A acusação é improvável e já foi refutada no passado”, afirma André Kaysel, professor de Relações Internacionais da Unicamp. Para o especialista em América Latina essa informação é absurda. “Lasso sabe que vai perder, por isso, apela”, diz.

Nesse momento, o que é mais importante em relação à disputa eleitoral no Equador é a garantia de um plano nacional em defesa da vida dos equatorianos no combate ao coronavírus, já que o país foi um dos mais atingidos pela pandemia, dado que o presidente Moreno foi incapaz de desenvolver uma estratégia sólida de defesa sanitária. No Equador o descalabro foi tão acentuado que muitas pessoas morreram em casa e os caixões ficaram expostos nas ruas; além disso, a estabilidade econômica tem que ser restabelecida.

No domingo, 26, acontecerá o último debate televisivo antes das eleições. Independentemente do show midiático, basicamente: de um lado vai estar representado pela defesa da vida e da normalidade econômica, e de outro, a defesa do continuísmo político de Lenín Moreno. A escolha é fácil.


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