A derrota da barbárie bolsonarista


A derrota eleitoral do bolsonarismo — usando o “ismo” de forma bem condescendente — é fundamental para que o Brasil retome o caminho da democracia. Bolsonarismo é sinônimo de barbárie. Não é acidental que nos últimos dois anos se avolumaram os casos de racismo, de violência contra a mulher, de antissemitismo, entre outras graves violações dos direitos humanos. É produto do vale-tudo instituído no Brasil desde a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República, a 1º de janeiro de 2019.

As falas e nas ações de Bolsonaro intensificaram, agora tendo a estrutura de Estado para impor e legalizar sua reacionária visão de mundo, os ataques à democracia, ao Estado democrático de Direito e a Constituição. Não há dia sem que menospreze o arcabouço legal criado em cinco de outubro de 1988. Tudo é pretexto para desqualificar o que foi erigido com tanto esforço — e depois de longos períodos ditatoriais ao longo do século XX — na luta contra o autoritarismo, tão presente na história do Brasil. Temos, infelizmente, uma tradição de pouco apreço à democracia. Isto se manifesta, por exemplo, na busca incessante de salvadores da Pátria, tão comum entre as diferentes correntes políticas.

Por não termos apreço pela democracia, há uma busca incessante por salvadores da Pátria, tão comuns entre as diferentes correntes políticas

Vale destacar, que no caso de Jair Bolsonaro, uma anomalia no processo histórico brasileiro, fruto do maligno processo eleitoral — o de 2018 —, foi estendido ao extremo à negatividade da prática política. A operação Lava Jato, os mazelas produzidas pelo PT em treze anos de governo, o desastre representado por Michel Temer — prometeu uma presidência de notáveis e entregou uma malta de “geddéis” — e a dificuldade dos candidatos democráticos no processo eleitoral de 2018 de entender a conjuntura e apresentar programas e discursos adequados à um momento tensionado, marcado pela frustração e constantes desilusões do eleitorado, abriu caminho para um aventureiro que sempre caminhou à margem do universo democrático — e que nunca fez questão de esconder seu desapreço à Constituição defendendo ditadores, torturadores e milicianos.

O fecho do processo eleitoral de 2020 sinaliza a retomada do caminho democrático. Em 2018 o binômico combate à corrupção e segurança pública caracterizou aquela eleição. Agora — e nos próximos anos — o foco passou para emprego e saúde. E enfrentar a barbárie bolsonarista — e derrotá-la — abre caminho para a consolidação das diversas forças democráticas. Uma das questões em aberto é se o Brasil suporta até 2022 Jair Bolsonaro na Presidência. Eu tenho a certeza que não.


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Sobre o autor

Marco Antônio Villa é historiador, escritor e comentarista da Jovem Pan e TV Cultura. Professor da Universidade Federal de São Carlos (1993-2013) e da Universidade Federal de Ouro Preto (1985-1993). É Bacharel (USP) e Licenciado em História (USP), Mestre em Sociologia (USP) e Doutor em História (USP)


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