Cultura

A dama do lago

A trama inspirada no best-seller de Tom Wheeler e Frank Miller estreia na Netflix e conta a história de uma guerreira medieval que ajuda o Rei Arthur a conquistar a sua espada

Crédito: Divulgação

HEROÍNA Katherine Langford como Nimue: lenda britânica pelo ponto de vista feminino (Crédito: Divulgação)

Antes de escolher o Rei Arthur, a espada escolheu uma rainha. A lenda mais famosa da Inglaterra ganhou uma nova versão contada sob o ponto de vista de uma heroína: a série “Cursed – A Lenda do Lago”, da Netflix, é baseada em um livro de Tom Wheeler com ilustrações do lendário Frank Miller, premiado artista gráfico das editoras DC Comics e Marvel.

“As características do herói são eternas: seres morais que vivem para ajudar os outros” Frank Miller, artista gráfico de HQs (Crédito:Divulgação)

A trama em dez episódios é uma releitura da lenda do rei Arthur pelos olhos da guerreira Nimue, interpretada por Katherine Langford (“13 Reasons Why”). Após a morte da mãe, a jovem se une a um mercenário – Arthur, papel de Devon Terrell – e luta contra os Paladinos Vermelhos para entregar a espada sagrada ao mago Merlin. “Eu tive dois heróis favoritos na infância, Super-Homem e Rei Arthur. A série surgiu de um desejo de brincar com o mito do Rei Arthur”, diz Frank Miller, que virou um nome consagrado com o lançamento da graphic novel “Batman – Cavaleiro das Trevas”, minissérie em quatro edições publicada em 1986. A história sombria que ressaltava o lado falível e humano do super-herói urbano elevou Frank Miller a um mito das HQ. O que, então, une Batman ao Rei Arthur?

“Arthur e os heróis de ‘Cursed’ vêm de um clássico britânico, Batman vem da metrópole americana. Na hora de adaptá-los para os quadrinhos há diferenças culturais e visuais, mas no fundo são personagens que têm muito em comum. Essa essência é o que dá sentido para a história”, diz Miller.

“As características de um herói são eternas: representam seres morais que vivem para ajudar os outros. Era assim na época do Rei Arthur e continua assim atualmente.” O artista também falou sobre personagens da vida real que dariam bons heróis dos quadrinhos. “Os profissionais da saúde, pois dedicam suas vidas aos outros. Mas se for para dizer o primeiro nome que me vem à cabeça, citaria a ativista ambiental Greta Thunberg.” E qual personagem daria um bom vilão? “Não temos tempo suficiente para enumerá-los nessa entrevista.”

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