Edição nº2497 20.10 Ver edições anteriores

A cura

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho impugnou uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, de 1990, que garantia que a homossexualidade não poderia ser tratada como doença.
Em sua ata, o juiz reproduz a antiga resolução do conselho.
Chega a dar pena.
A resolução dos psicólogos, escrita há quase 30 anos, é muito mais moderna do que essa retrógrada decisão.
Agora os comportamentos e as práticas homoeróticas poderão ser tratados pelos psicólogos como uma patologia.
O texto que garantia que psicólogos deveriam utilizar seu conhecimento para ajudar “a reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações” também não vale mais.
Para o juiz Carvalho, importante mesmo é uma suposta “liberdade científica” que garante aos psicólogos o direito de proceder a tratamentos de “reorientação sexual” nos pacientes que solicitarem.
Só que, como a homossexualidade não é uma doença, não pode ter cura, então o que juiz aprovou, na prática, foi o charlatanismo.
Mas nem tudo está perdido.
Aproveitando esta lamentável situação, gostaria de sugerir que o juiz aprove outra reorientação, essa bem mais nociva à sociedade.
A cura de uma verdadeira epidemia que se instalou no centro do poder:
A Homocorruptividade.
Ora, se os psicólogos podem realmente “reverter”
a homossexualidade — que sequer é uma doença —, imaginem que molezinha será reverter a homocorruptividade que afeta boa parte de nossos políticos.
Para funcionar, a primeira coisa que precisamos entender é que a homocorruptividade não é uma opção.
É uma orientação.
Vem de berço.
A pessoa já nasce corrupta.
Mesmo assim, é uma obrigação da sociedade acabar com essa pouca vergonha TGBL — Trapaceiros, Gatunos, Bandidos e Ladrões — que está sempre à espreita de nossas crianças.
Sugiro um tratamento compulsório pelo qual deverão passar todos os que se mostrarem contaminados.
Fez trejeito corrupto, é pau nele.
E desde pequeno, porque é de pequeno que se define
o a orientação financeira.
Aliás, vocês não fazem ideia do bulling que sofre uma criança corrupta.
Seguindo os preceitos da “Cura-Gay”, no “Cura-Corrupto” também vamos começar com uma cartilha que será distribuída em todas as escolas públicas do País.
Nela teremos descritos os comportamentos e os hábitos de um corrupto e como identificá-lo.
Mais que isso.
Importante entender que, se uma criança apresenta essa degeneração desde pequena, sua conversão pode ser extremamente difícil.
Então vale sempre a pena conferir o histórico familiar.
Por exemplo, se a criança foi criada por corruptos ou se é filho de um casal Corrupto-Afetivo (muito comum nos dias de hoje), as chances de aflorar a homocorruptividade são enormes.
Todo esse trabalho terá amplo apoio de psicólogos e sociólogos.
Teremos equipes espalhadas por todo o País.
É urgente acabar com essa palhaçada, senão daqui a pouco estarão fazendo Parada Corrupta em plena Paulista e se orgulhando de sua condição.
Só que é bom tomar muito cuidado.
Pode estar certo que, se a imprensa oficial descobrir nossa intenção, vai nos atacar covardemente com acusações de Propinofobia.
Esses libertinos!

É obrigação da sociedade acabar com essa pouco vergonha TGBL — Trapaceiros, Gatunos, Bandidos e Ladrões


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2017 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicações Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.