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A covardia de Eduardo Bolsonaro

A covardia de Eduardo Bolsonaro

Dayane já apoiou Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) mais uma vez ameaçou um parlamentar. Recentemente, a vítima foi o deputado Junior Bozzella (PSL-SP), intimidado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Desta vez, o ato foi mais “covarde”. Ele publicou uma foto com um alvo no rosto da deputada Dayane Pimentel (PSL-BA). A insanidade do filho de Bolsonaro é tamanha que ele escreveu na foto “traidora nível hard”. Num momento em que os ânimos estão à flor da pele, e as pessoas andam exaltadas, a sugestão do deputado pode provocar uma tragédia. Talvez seja essa a intenção do 03.

A deputada baiana reagiu, formalmente, com apresentação de denúncia ao Conselho de Ética da Câmara. A repetição da conduta amedrontadora do bolsonarismo tem esgarçado as instituições. Sabe-se que a representação da deputada vai acabar em pizza, do mesmo modo que aconteceu com as que o pai foi acusado quando era deputado. Ainda assim, é preciso combater esse tipo de postura que só destrói o debate democrático.

Na postagem do deputado, havia uma música que destacava o grau do tom ameaçador: “quem age assim acaba na alça da mira”. No seu Instagram, Dayane publicou um story dizendo que entendeu as intimidações como se elas viessem de uma organização criminosa. “Foi como se tivesse vindo do PCC”, disse a deputada.

A interpretação da deputada é de que ela corre risco de morte. “Um filho do presidente da República, ao que tudo indica ligado às milícias, posta uma foto minha com um alvo em meu rosto. Isso é uma ameaça? Deixo registrado que me sinto amplamente ameaçada por esses tiranos”. Ela está certa, qualquer pessoa pensaria assim. Dayane disse que essa é a postura dos “falsos conservadores” que foram eleitos com a promessa de combater bandidos, mas que combatem “mulheres comprometidas com o País”.

A fúria do filho 03 surgiu porque a ex-bolsonarista participou das manifestações do dia 12 de Setembro, na Avenida Paulista. A deputada aproveitou para alfinetar o deputado. Disse que não tem “funcionários fantasmas, nem é adepta da corrupção e das milícias”. Eduardo é o mesmo que propôs fechar o Supremo Tribunal Federal com a necessidade apenas “um cabo e um soldado”. A queda da popularidade do presidente tem deixado Eduardo mais agressivo. Com medo da força que poderia vir das ruas contra o pai, o deputado disse que a resposta seria um novo AI-5. Depois, como o pai arregão, ele se desculpou.