Edição nº2585 11/07 Ver edições anteriores

A condução da carruagem Brasil

No tarô, a Carruagem é uma das cartas mais importantes, por simbolizar o controle sobre os sentimentos e também a vitória. Pouco ou nada entendo de tarô, mas sei que o Brasil deve ter sabedoria neste ano que se inicia para poder domar as emoções e atingir o sucesso.

A transição de governo foi plena de declarações agudas e agressivas, típicas das vitórias inesperadas, acirrando o ânimo dos inimigos. As corporações se organizaram para manter privilégios e aumentos salariais, além de preservar as estruturas opacas mantidas com dinheiro público. O combate ao privilégio implica controlar as emoções. Não se combate o inimigo anunciando os próprios planos. Como bem disse Winston Churchill, em tempos de guerra a verdade deve ser escoltada por guarda-costas de mentiras.

O Brasil viverá a partir de agora tempos de guerra, já que o associativismo de exploração dos cofres públicos resistirá. A guerra iniciada pela Operação Lava Jato não chegou às corporações que legalizam privilégios com leis espúrias. A Operação Lava Toga ainda não ocorreu. Sendo assim, o condutor da Carruagem Brasil deve ter serenidade para não deixar as emoções contaminarem os sentidos, impedindo que se chegue ao objetivo final, que é resgatar o Estado para a cidadania. Agora é um tempo de se falar menos e fazer muito mais.

A vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas deve ser creditada a ele próprio e não ao entorno. Durante a transição pareceu que o entorno era mais importante que o próprio eleito. Com o início de seu governo, o ritmo certamente será outro, ganhando intensidade e até urgência. Bolsonaro deve assumir o comando, centralizar a comunicação e fazer o planejamento do dia, da semana, da quinzena, do mês, do trimestre e do semestre. Para não desperdiçar as oportunidades que lhe foram oferecidas pelos eleitores.

O governo deve ordenar suas mensagens e programar a divulgação das ações de forma metódica e estratégica. E sempre atento a outro fator crítico: a unidade do grupo central do governo. Todos devem permanecer em Brasília mesmo no fim de semana. O domingo deve ser reservado à avaliação da semana que passou para que se façam os ajustes necessários na agenda do Executivo. Um governo que se propõe a reformar o Brasil não pode se dar ao luxo de ser um governo part-time.

O presidente deve assumir o comando, fazer o planejamento do dia, da semana, da quinzena, do mês, do trimestre e do semestre. Seu governo não pode ser part-time


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