A censura voltou?

Crédito: Divulgação

CHOCOLATE COM LARANJA Flávio, Jair e Santini na inauguração da suspeita loja na Barra da Tijuca (Crédito: Divulgação)

Depois de o presidente desejar encher de porrada a boca de um repórter que lhe perguntou por que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de sua mulher, agora é a Justiça que segue seus passos e impõe censura à imprensa para proteger seus familiares.

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A juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Rio de Janeiro, proibiu que a TV Globo exiba documentos referentes às investigações sobre as “rachadinhas” que envolvem seu filho Flávio, contrariando os dispositivos constitucionais que garantem a liberdade de imprensa. Mas, afinal, o que o 01 tanto quer esconder? Não seria mais fácil ele explicar, de uma vez por todas, as acusações feitas pelo MP-RJ, segundo as quais ele teria usado a loja de chocolates da Kopenhagen, na Barra da Tijuca, para lavar pelo menos R$ 1,6 milhão?

Laranja

Como os promotores quebraram os sigilos de todos os envolvidos, e o inquérito sobre as “rachadinhas” chegou ao final, eles já têm em mãos todos os elementos que explicam como Flávio comprou a loja sem ter lastro e se Alexandre Santini, suposto sócio, seria mesmo apenas um “laranja”. Em breve, o MP-RJ deve oficializar a denúncia contra
o senador.

Venezuela

Todos esses documentos precisam vir a público por serem de interesse da sociedade. Certamente, em meio à papelada obtida com a quebra do sigilo bancário de Queiroz há muita coisa ainda obscura, além dos pagamentos à primeira-dama e sobre a compra da chocolateria. Até porque, a decisão da juíza deve cair logo-logo, pois ainda não viramos a Venezuela.

O próximo da fila

Mauricio Vieira

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), corre o risco de ser afastado do cargo pelo ministro Benedito Gonçalves (STJ), o mesmo que defenestrou Wilson Witzel (Rio de Janeiro). O catarinense foi denunciado pelo MPF por suspeitas na compra de 200 respiradores, no valor de R$ 33 milhões. Bolsonaro já dá como certa a saída e aproxima-se da vice Daniela Reinehr, que pode vir a assumir o cargo. Outros 5 estão na fila.

Rápidas

* Uma romaria toma conta dos escritórios dos presidentes dos partidos, com centenas de candidatos a prefeito em busca de recursos do fundo eleitoral (o montante é de R$ 2 bilhões para todos os partidos). Só na mão de Luciano Bivar, do PSL, estão R$ 100 milhões.

* As declarações antivacina de Bolsonaro estão fazendo escola. Segundo pesquisa do Ibope feita para a ONG Avaaz, um em cada quatro brasileiros (25%) não estão dispostos a tomar os imunizantes contra a Covid-19.

* Os bolsonaristas usam, inclusive, as redes sociais para disseminar teses de que as vacinas são prejudiciais. Entre os que mais rejeitam a vacina estão jovens (34%) e evangélicos (36%), público influenciado por Bolsonaro.

* O prazo para o encerramento das convenções que escolherão os candidatos a prefeito termina na quarta-feira, 16, mas muitas delas ocorrem neste final de semana e sem as tradicionais claques dos convencionais.

Retrato falado

“O presidente não precisa ter postura de santo, mas também não precisa ser o demônio” (Crédito:EVARISTO SA)

Em live à ISTOÉ, a senadora Kátia Abreu criticou a postura de Bolsonaro durante a pandemia. Disse que faltou-lhe senso de responsabilidade por não ter coordenado adequadamente a ação do governo junto aos Estados. Condenou, ainda, a política de controle ao desmatamento e queimadas na Amazônia: “elas prejudicaram a imagem do agronegócio no exterior”. Só poupou a ministra Tereza Cristina, sua sucessora na pasta da Agricultura: “ela não se meteu a ser bolsominion”.

O ovo ou a galinha?

Até a semana passada, tudo indicava que a reforma tributária estava “madura” no Congresso para ser votada até o final do ano. Mas, desde que o governo enviou à Câmara o projeto da reforma administrativa, esse quadro mudou. Agora, os parlamentares admitem que antes da tributária devem votar a administrativa, por entenderem que o País precisa, primeiro, estabelecer qual será o tamanho do Estado e qual volume de tributos será necessário para bancar as despesas públicas com o funcionalismo. É aquela velha história: o que vem primeiro, o ovo ou a galinha? Neste caso, eles acreditam que a reforma tributária vai acabar ficando para depois, para o início de 2021.

Discórdia

Afinal, a reforma tributária está dividindo os governadores. Os do Nordeste querem um quinhão maior das receitas da nova CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Desejam criar um fundo para o desenvolvimento regional, de R$ 480 bilhões, motivando, inclusive, a desavença entre Guedes e Maia.

Toma lá dá cá

Roberto Freire, presidente do Cidadania (Crédito:LUIS MACEDO)

Como o senhor avalia o governo do presidente Bolsonaro?
O desgoverno Bolsonaro levou o País a um descalabro no trato da pandemia do coronavírus. O presidente é obscurantista, negacionista e anticiência.

O seu partido se uniria ao PT para derrotar Bolsonaro em 2022?
Não me alio ao petismo para destruir Bolsonaro. Seria um pacto com o retrocesso. Não se pode imaginar que só nos resta o lulismo ou o bolsonarismo. Isso é coisa do passado.

O Cidadania tem conversado com o apresentador de televisão Luciano Huck para que ele seja o candidato do partido a presidente da República em 2022?
Por mim ele seria candidato. O Luciano tem uma visão humanista e o compromisso da luta contra a desigualdade social.

 

Siga o mestre

Deputados bolsonaristas da Assembleia de São Paulo (Alesp) adotam o mesmo padrão anticiência de Bolsonaro. Não usam máscara em Plenário, desrespeitando o decreto do governador Doria que exige uso da proteção em locais públicos. A deputada Mônica Seixas (foto) fez queixa contra eles ao Tribunal de Justiça: 16 deputados já pegaram a Covid-19.

Os bolsonaristas

Segundo Mônica Seixas, os bolsonaristas que se recusam a usar máscaras são Frederico d’Avila, Letícia Aguiar, Gil Diniz e Douglas Garcia. Os dois últimos foram expulsos do PSL por estarem sendo investigados nos inquéritos do STF que apuram a disseminação de fake news e atos antidemocráticos, conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes.

Telhado de vidro

Gustavo Bezerra

O presidente do PTB Roberto Jefferson quer obrigar os petebistas de São Bernardo do Campo a deixarem a aliança com Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura da cidade. Eles indicaram Ana Paula Lupino como vice do petista. Marinho é investigado por corrupção, Jefferson já esteve preso no mensalão.

 

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