O Dia

A cada cinco dias, uma mulher é morta no Rio por feminicídio

Crime é cometido contra mulheres, motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero

Rio – A cada cinco dias uma mulher é morta no Rio por conta de feminicídio, quando um homicídio é cometido contra mulheres, motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero. A jovem Glicia Kely de Jesus Almeida, de 16 anos, é mais um nome para essa estatística dramática. Ela foi morta a tiros pelo namorado, na tarde de anteontem, por conta de ciúmes.

Segundo testemunhas, Jeferson Silva de Carvalho, 31, atirou na cabeça da namorada, na altura da testa, no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Na manhã de ontem, familiares da adolescente estiveram no IML de São Cristóvão para a liberação do corpo. O enterro ainda não está confirmado.

“Ele era muito ciumento e não sabíamos desse histórico de agressões. Era um cara mais velho e a gente esperava que ele fosse cuidar dela, e não cometer um assassinato”, desabafou a tia da jovem, Tânia Tabachi. “A gente ainda não sabe de muitas coisas. Precisamos liberar o corpo para saber onde será sepultado.

O pai de Glicia, Éverton Tabachi, contou que a adolescente era sua única filha e que não sabe como será sua vida daqui para frente.

“Ela era linda. Minha filha era linda demais. Eu estava em casa quando soube o que ele fez. Ele tirou a minha filha de mim. Ainda estou meio perdido com tudo isso. Agora, que se faça justiça”, desabafou, revelando que a filha tinha o sonho de se tornar médica. “Há pouco, minha filha perdeu um filho. Não sabemos se aconteceu por conta das agressões. Ela era estudiosa, queria se formar em medicina”.

Enterrou corpo em quintal

PMs do 20º BPM (Mesquita) prenderam, na manhã de ontem, um homem suspeito de ter matado uma mulher e enterrado seu corpo no quintal de sua casa. O caso aconteceu na Rua Guilherme Sales de Oliveira, no bairro Valverde, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

De acordo com a Polícia Militar, José Carlos França de Santana, de 47 anos, contratou uma mulher, que não teve a identificação revelada, para fazer sexo com ele. Em determinado momento, eles se desentenderam, quando José Carlos partiu para cima dela e a degolou.

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