Esporte

A bola fora de Djokovic

Evento ignorou regras de distanciamento social e contou com jogos de futebol e festas em boate. O sérvio não tem sintomas do vírus, mas a sua imagem sai bem arranhada

Crédito: Andre Isakovic/AFP

ARROGÂNCIA Tenista testa positivo para Covid-19 depois de torneio que ignorou a pandemia (Crédito: Andre Isakovic/AFP)

O maior patrimônio de um atleta profissional é a sua imagem. Por conta disso, seus contratos milionários são bem claros quanto ao cotidiano e impõem regras quanto a sua exposição. Ainda assim os escorregões são frequentes. O tenista sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, está experimentando o estrago feito pela sua posição irresponsável contra o coronavírus. Ele promoveu, nas últimas duas semanas, o Adria Tour, na Sérvia e Croácia, com a participação de importantes tenistas do cenário internacional. A organização do evento tinha pouco cuidado com a Covid-19 e várias atividades de recreação como jogos de futebol e basquete, atividades com crianças, além de festas em boates foram organizadas. O resultado é que o tenista testou positivo para a Covid-19, além de outros três participantes. O torneio teria mais uma etapa em Montenegro, agora cancelada.

Show de horror

A falta de solidariedade frente à pandemia mundial e a arrogância do sérvio viraram objeto de debate. Principalmente porque, em abril, Djokovic declarou que se oporia à obrigatoriedade da vacinação, quando a descoberta existir. O cristão ortodoxo também fez uma live que atribuía às orações o poder de purificar alimentos tóxicos ou água poluída. O negacionismo é tamanho que o bad boy do tênis, Nick Kyrgios, saiu como uma voz sensata do episódio e o tenista brasileiro Bruno Soares nomeou o torneio como “show de horror”.
Djokovic, em especial pela liderança atlética, ocupa a presidência do Conselho de jogadores da ATP. Mas estava jogando futebol no evento e faltou à reunião que discutia sobre a volta do circuito profissional dos tenistas em agosto. O seu desgaste ocorre em tamanha intensidade que Roger Federer e Rafael Nadal já atuam nos bastidores para limitar os poderes do sérvio. Com 17 títulos em Grand Slam, Djokovic não conta com a mesma popularidade de Federer (20 títulos) e Nadal (19 títulos), mas seu maior problema não é a questão esportiva. Djokovic reconhece que foi reservado a ele o papel de vilão dentro do circuito. Na tentativa de melhorar a imagem, o sérvio, tardiamente, pediu desculpas. Disse que o vírus ainda está presente e que está aprendendo a lidar com a nova realidade. O histórico do tenista não sugere que as palavras sejam sinceras e a bola fora, provavelmente, afetará o futuro de sua carreira.

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