Em Cartaz

A arte política de Spike Lee

Mostra com 22 filmes e “Infiltrado na Klan” marcam a redenção do diretor que usa a câmera como arma crítica

Crédito: Good Universe

IN LOCO O diretor Spike Lee no seu cenário favorito: Nova York, cidade onde nasceu e que retrata com obsessão (Crédito: Good Universe)

O diretor Spike Lee, de 61 anos, viveu uma década de má recepção, de crítica e público. Na realidade, nunca repetiu o sucesso de “Faça a Coisa Certa” (1989), crônica do conflito racial reprimido em um subúrbio de Nova York. Seu novo longa-metragem, “Infiltrado na Klan”, resgata sua reputação de crítico social capaz de tocar nas feridas da América sem deixar de usar humor e seu talento visual. O filme narra o caso real do detetive negro Ron Stallworth (John David Washington), que se infiltrou na Ku Klux Klan na década de 1970. O filme foi uma das atrações da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e é destaque do Festival do Rio. Em paralelo, acontece a mostra “Acorde! O Cinema de Spike Lee” no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Serão exibidos 22 filmes, alguns raramente projetados, e quatro videoclipes. A mostra acontece nos CCBB SP, de 7/11 a 3/12, RJ 7/11 a 26/11, e DF, de 20/11 a 9/12. “Infiltrado na Klan” será exibido no Festival do Rio, com sessões entre 1 e 11/11.

QUATRO FILMES NADA FAMOSOS

Joe’s Bed-Stuy Barbershop: We Cut Heads (1983) Monty Ross é o barbeiro Zack Homer (acima)

Elas me odeiam, mas me querem (2004) Ex-executivo recebe uma encomenda da ex-namorada: produzir um filho

Kobe Doin’ Work (2009) Um dia na vida do jogador de basquete Kobe Bryant

Michael Jackson’s Journey (2016) Documentário sobre a carreira do rei do pop