A armadilha

Bolsonaro será pego na arapuca que ele mesmo montou. Queria encurralar o governador João Doria e inviabilizar a vacina Coronavac, que está sendo produzida em São Paulo em parceria com o laboratório chinês Sinovac, mas ele será a maior vítima da armação que desejava engalfinhar o governador paulista. Acontece que o presidente não calculou os danos que corria quando começou a articular seu plano diabólico de tentar destruir a “vacina do Doria”, como ele faz questão de propagar. Para detonar o imunizante desenvolvido na China e fabricado pelo Instituto Butantan, o mandatário considerou que seria suficiente colocar a máquina do Ministério da Saúde para trabalhar contra o projeto do governo de São Paulo.

No entanto, às vésperas do Butantan concluir a produção da Coronavac e prestes a iniciar a imunização em janeiro, Bolsonaro vai ter que engolir Doria aplicando em um paulista a primeira dose da vacina, comemorando, assim, o fato do Brasil começar a se livrar da Covid-19. Doria já anunciou que São Paulo dará início à vacinação no próximo dia 25 de janeiro, aniversário da cidade, a começar pelos profissionais da saúde, idosos com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas. O governador assegurou que o estado tem pronto um plano para começar a vacinação dentro de um mês. “Por que esperar março, quando podemos começar a salvar vidas em janeiro?”, perguntou o governador.

“Bolsonaro, que já comemorou a desgraça de Doria quando uma pessoa que testava a vacina se suicidou, será o grande derrotado da pandemia, com duros reflexos para 2022”

E o presidente nada poderá fazer para impedir o bom desfecho da estratégia posta em prática por seu detrator. O mandatário poderá até tentar instrumentalizar a Anvisa para que ela retarde ao máximo a aprovação da “vacina chinesa”, mas terá que arcar com a desmoralização internacional da agência de vigilância sanitária. Afinal, se uma manobra bolsonarista nesse sentido acontecer, Doria certamente irá ao STF pedir aval que permita ao governo paulista a implementação do calendário de vacinação ainda em janeiro. Para isso, o Butantan terá o respaldo da OMS e de laudos internacionais que sustentam sua eficácia, como já atestou a revista “The Lancet”, a mais respeitada publicação científica do mundo.

E se Bolsonaro boicotar a imunização em massa da Coronavac, não incrementando o Plano Nacional de Vacinação, como aliás, o general Eduardo Pauzello, na linha de frente do governo vem insinuando? Será muito pior para o presidente. Ele vai ter que assistir a uma corrida desesperada de brasileiros de todos os estados a São Paulo em busca das doses necessárias para livrá-los da doença. Bolsonaro, que já comemorou a desgraça de Doria quando uma pessoa que testava a vacina se suicidou, será o grande derrotado da pandemia, com duros reflexos para 2022.


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