Medicina & Bem-estar

Diagnóstico da miopia pelo celular

Cientistas criam sistema que usa o aparelho para detectar o problema e enviar a informação ao médico em seguida

Diagnóstico da miopia pelo celular

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Um sistema simples, portátil e eficiente pode ajudar no tratamento da miopia, hipermetropia e astigmatismo. Desenvolvido por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, ele permite o diagnóstico desses três problemas de visão em cerca de dois minutos e possibilita a transmissão das informações a longa distância instantaneamente.

Trata-se de um aparelho que deve ser conectado a um celular. O equipamento é composto por um programa de computador e lentes especiais, sobre as quais o indivíduo coloca um olho de cada vez (leia mais detalhes no quadro). Comparado ao que existe atualmente para essa finalidade, a criação do MIT apresenta algumas vantagens importantes. “Ele é barato e de fácil acesso”, diz Manuel Oliveira, um dos participantes do projeto. “Por isso, pode ser uma boa alternativa para ser usado em países pobres e em desenvolvimento, onde os equipamentos convencionais são mais difíceis de ser encontrados.” De fato, mesmo em nações sem tantos recursos, celulares podem ser adquiridos com razoável facilidade. Para se ter uma ideia, há no mundo quatro bilhões de aparelhos.

O sistema aproveita o enorme aprimoramento da resolução dos displays digitais. “Ele força a pessoa a focar o olho em diferentes profundidades”, explica Ramesh Raskar, também integrante do grupo que criou a novidade. Os dados obtidos – inclusive os graus de miopia, por exemplo – ficam armazenados no celular e podem ser transmitidos a um médico logo em seguida. Depois de testar a eficácia em 20 pessoas, agora os cientistas planejam aumentar o número de indivíduos examinados.

Recentemente, foi anunciada outra novidade para os problemas de refração de visão. Uma revisão de estudos feita pela Fundação Cochrane – órgão britânico responsável pela revisão de pesquisas médicas – considerou o implante de lentes no olho um procedimento mais seguro do que as cirurgias a laser, em casos mais severos. O que possibilitou essa conclusão foi a qualidade que as lentes alcançaram. “A maior precisão biométrica e a maleabilidade dos novos modelos facilitam a incisão e melhoram os resultados”, disse à ISTOÉ Allon Barsam, responsável pela revisão.

A lente pode ser colocada em dois lugares: entre a íris e a córnea ou entre a íris e o cristalino. Segundo o Conselho Federal de Medicina, ela é indicada para quem possui de oito a 20 graus de miopia ou entre cinco e dez graus de hipermetropia. No Brasil, há dois modelos disponíveis (a Artisan e a recém-aprovada Alcon). Elas podem ser removidas se houver complicações.

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